CECF 31 de Março reforça a valorização dos povos originários e sua importância cultural

Evento teve como foco fazer uma reflexão a respeito da diversidade cultural indígena, destacando sua importância histórica, social e ambiental

“Indígenas: Conhecer e Valorizar os Povos Originários” foi tema de uma palestra realizada pelo Centro Estadual de Convivência da Família 31 de Março, situado no Japiim, zona sul, na terça-feira (14/04), para os frequentadores do espaço. A ação faz parte das comemorações do Dia dos Povos Indígenas, celebrado no dia 19 de abril.

A palestrante, assistente social Samia Travessa, fez um breve resgate histórico dos povos originários, que no caso do Brasil, são os indígenas que habitavam o país antes da chegada dos europeus, fazendo uma reflexão sobre a diversidade cultural indígena, destacando sua importância histórica, social e ambiental.

“A ideia é intensificar a valorização dos povos indígenas, procurando resgatar o que se perdeu ao longo do tempo”, disse a assistente social, ressaltando que na maioria das vezes não existe o autorreconhecimento por parte de pessoas amazônidas, pelo fato de terem nascido na capital. Mas a essência é indígena”, completa a palestrante.

Oriunda do município de Barreirinha, Regina Celia dos Santos Dutra, de 63 anos, disse que sua mãe era indígena do povo Sateré-Mawé, nascida no município de Parintins, no rio Andirá, que anos depois migrou para Barreirinha.

“Acho importante esse resgate da cultura dos nossos ancestrais, que ao longo dos anos têm mostrado seu reconhecimento e importância na cultura, na língua e costumes”, disse a idosa que participa de várias atividades no 31 de Março, entre as quais funcional e palestras.

Foto: Divulgação/SEAS

Filha de pais Ticuna, do município de Amaturá, Marta Miguel Alexandre, de 47 anos, é casada e mãe de duas filhas que nasceram em Manaus. A indígena reconhece que ainda há muito preconceito em relação aos povos originários.

“Existem leis, principalmente com relação à posse de terra, mas que não são cumpridas em sua totalidade”, lamenta Marta, que participa das aulas de funcional e defesa pessoal, no centro de convivência.

Foto: Divulgação/SEAS

A diretora do 31 de Março, Lene Soares, defende o resgate desses valores culturais, haja vista que todos os amazonenses têm descendência indígena e na maioria das vezes nem sabem.
“Precisamos ter mais políticas públicas para poder dar continuidade e fazer com que as leis sejam mais rígidas e possamos parar de perder espaços”, conclui a gestora.

Administrado pela Secretaria de Estado de assistência social e Combate à fome (SEAS), o CECF 31 de Março é uma das sete unidades públicas sociais mantidas pelo Governo do Amazonas, funcionando como um importante ponto de apoio à comunidade, promovendo ações culturais, esportivas, de saúde, lazer e Qualificação Profissional.

Os demais centros de convivência estão tratando o tema no decorrer desta semana com os frequentadores, de várias formas. Na quinta-feira (16/)04), o CECF Padre Pedro, na Cidade Nova, vai promover um aulão de Boi Bumbá, Bazar e Roda de Conversa tratando sobre a valorização dos povos originais.

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