Sessão clínica em 29/4 atualizou práticas e protocolos para prevenção, diagnóstico e tratamento da hemorragia pós-parto.
A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), da Prefeitura de Manaus, realizou na manhã desta quarta-feira, 29/4, uma sessão clínica sobre atualizações nas práticas e recomendações relativas à hemorragia pós-parto, principal complicação do parto no mundo. A atividade foi apresentada pelas residentes Ingrid Branches Barbosa e Waléria Farias Moura, do Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica do Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e organizada pelas enfermeiras preceptoras Sabrina Amazonas, Lílian Dornelles, Andressa Roso e Sílvia Matos.
Contexto e relevância
A hemorragia puerperal é uma das principais causas de mortes maternas no mundo. Aproximadamente 45 mil mulheres morrem anualmente em razão dessa complicação. A hemorragia puerperal primária ocorre nas primeiras 24 horas após o nascimento. A hemorragia puerperal secundária ocorre mais de 24 horas e até seis semanas após o parto.
Conteúdo da sessão
Durante a sessão, foram apresentadas e detalhadas as novas diretrizes internacionais divulgadas no final de 2025 pela Organização Mundial da saúde (OMS), com destaque para o mnemônico “Emotive” e pelo protocolo utilizado pela Opas/OMS. Foram reforçadas recomendações sobre identificação precoce, monitoramento e sequência de ações para resposta imediata a episódios de perda de sangue.
A instituição informou que realizou mudanças nas diretrizes internas de prevenção, diagnóstico e tratamento da hemorragia pós-parto. Essas mudanças incluem critérios atualizados de diagnóstico e um conjunto de medidas que, segundo a MMT, podem salvar dezenas de milhares de mulheres a cada ano.
Preparação da equipe
Segundo Núbia Cruz, enfermeira obstetra e diretora da Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), “Essas atualizações são indispensáveis, pois o diagnóstico precoce e a resposta imediata são as principais medidas para conter os óbitos”. Ela destacou que todos os profissionais da equipe obstétrica — médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem — devem estar preparados para monitorar as puérperas e atender prontamente as mulheres que apresentarem sinais de perda significativa de sangue.
A MMT ressaltou que os sinais e sintomas de perda significativa de sangue costumam não aparecer até ocorrer uma perda de volume substancial, o que reforça a necessidade de vigilância ativa durante o atendimento pós-parto.
Texto – Marcella Normando/Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa
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Publicado em: 29/04/2026 às 2:17 PM

