Programação gratuita reúne exposição de obras e roda de conversa em alusão ao Dia dos Povos Indígenas

FOTO: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e economia criativa
Com foco na valorização das vozes originárias, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e economia criativa do Amazonas, realiza, nesta quarta-feira (15/04), das 9h às 11h, uma roda de leitura de literatura indígena no estacionamento da escola Normal Superior (ENS), unidade da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), localizada na avenida Djalma Batista, bairro Chapada, zona centro-sul de Manaus.
A atividade integra a programação alusiva ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, e ocorre em parceria com a UEA, reforçando ações de incentivo à leitura e à difusão da produção literária indígena.
Com entrada aberta ao público e acadêmicos da UEA, a programação reúne uma exposição com cerca de 100 obras de escritores indígenas de diferentes regiões do país, com destaque para autores do Amazonas, Roraima e Pará. O acervo apresentado é de caráter pessoal, organizado pela professora Evany Nascimento, e contempla desde narrativas infantojuvenis até produções teóricas, incluindo contos, poesias e textos acadêmicos.

FOTO: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e economia criativa
Além da exposição, a proposta inclui uma roda de leitura mediada pela equipe do Programa Mania de Ler, do projeto MovCeu, promovendo o contato direto do público com as obras e incentivando o debate sobre identidade, memória e ancestralidade presentes na literatura indígena.
Entre os destaques do acervo estão títulos considerados fundamentais para a consolidação desse campo literário, como “Antes o mundo não existia”, de Firmiano e Luiz Lana; “Canumã”, de Ytanajé Cardoso; “O livro das árvores”, do coletivo Ticuna; “O abecedário poético da floresta”, de Tiago Hakiy; e “O povo das histórias de assombração”, de Yaguaré Yamã.
A atividade também evidencia a diversidade de linguagens e processos criativos presentes nessas produções, incluindo a participação de ilustradores indígenas e obras construídas de forma coletiva, ampliando as formas de representação das culturas originárias.
A ação também prevê a participação de convidados ligados à produção literária indígena e a possibilidade de realização de um registro em formato de podcast, reunindo relatos sobre os processos de escrita, desafios e experiências desses autores.
