Oficina apresenta metodologias e recursos acessíveis em Libras e Braille para bibliotecários das DDZs.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de educação (Semed), realizou nesta terça-feira, 10/3, a oficina “Inclusão na Biblioteca Escolar” na biblioteca municipal João Bosco Evangelista Pantoja, localizada na rua Monsenhor Coutinho, nº 529, Centro. O encontro, voltado a bibliotecários e assessoras das Bibliotecas Escolar das Divisões Distritais Zonais (DDZs), foi uma adaptação do projeto “acessibilidade sobre as águas” e teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre recursos acessíveis para atendimento a estudantes com deficiência.
Estrutura e conteúdo da oficina
A atividade foi dividida em quatro blocos temáticos: Projeto “acessibilidade sobre as Águas”; O que é inclusão? Diferença entre igualdade e equidade; Biblioteca escolar – um espaço de acolhimento para a diversidade; e Contribuições e considerações finais. O ministrante foi o professor Albert de Souza Nunes, pedagogo e pós-graduado em Libras, Braille e educação inclusiva.
Durante a oficina, participaram 19 profissionais que atuam diretamente nas bibliotecas da REDE. Segundo Mário Jorge Cruz Lima, gerente da Gerência de Atividades Complementares e Programas Especiais (Gacpe), a iniciativa buscou apresentar formas de utilizar recursos como o Braille e a Libras dentro das bibliotecas escolares. “Convidamos o professor Albert, que trabalha com inclusão, para apresentar aos bibliotecários formas de utilizar recursos, como o Braille e a Libras, dentro das bibliotecas escolares. A ideia é que eles tenham mais conhecimento e saibam como atender melhor esse público, utilizando os materiais acessíveis que algumas unidades já possuem e ampliando essas práticas para garantir um atendimento mais inclusivo aos nossos alunos”, explicou.
Materiais e propostas pedagógicas
O professor Albert Nunes apresentou propostas de materiais pedagógicos acessíveis produzidos com itens simples e de baixo custo. A intenção é ampliar oportunidades de aprendizagem para crianças e jovens com deficiência visual por meio de atividades sensoriais nas bibliotecas escolares. “Nosso projeto trabalha a acessibilidade com materiais simples, como tampinhas de garrafa, que ajudam a construir letras e formas geométricas em Braille. Assim, a criança consegue tocar, reconhecer o alfabeto, as vogais e outras formas, desenvolvendo a percepção tátil e participando das atividades de forma mais inclusiva”, completou Albert.
Repercussão entre os profissionais
A bibliotecária Leila Soares destacou a relevância da formação para preparar os profissionais das bibliotecas escolares a atender estudantes com diferentes necessidades educacionais. Segundo ela, a realidade das escolas tem se tornado cada vez mais diversa, o que exige novas estratégias de acolhimento e atendimento dentro desses espaços. “Essa oficina é muito importante, porque hoje estamos recebendo alunos com diferentes tipos de necessidades e nem sempre estamos preparados para lidar com todas elas. Ter essa oportunidade de aprender novas formas de acolher e atender esses estudantes na biblioteca contribui muito para melhorar o nosso trabalho e garantir que todos se sintam incluídos”, finalizou.
Texto – Alexandre Abreu/ Semed
Fotos – Renan Melgueiro/ Semed
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