Bases Fluviais Arpão deram apoio a apreensões de 197 toneladas de drogas e atuam 24 horas nas calhas dos rios do Amazonas.
As Bases Fluviais Arpão, coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), auxiliaram a polícia Militar e a polícia Civil na apreensão de 197 toneladas de drogas desde o início das operações em 2020. Entre sexta-feira e sábado (13 e 14/03), o secretário da SSP-AM, coronel Vinícius Almeida, visitou três unidades: Arpão 3, em Barcelos, a base Tiradentes, em Jutaí, e Arpão 2, nas proximidades de Coari, no rio Solimões.
Operação e resultados
As operações da Base Arpão começaram em 2020. Após 2024, o estado passou a operar com quatro unidades fluviais e recebeu a quinta base em 2025. No total, as bases auxiliaram as Forças de Segurança na apreensão de 197 toneladas de entorpecentes, dos quais 31 toneladas foram apreendidas por atuação direta das unidades flutuantes.
Segundo a SSP-AM, as bases atuam 24 horas por dia em abordagens a todos os modelos de embarcações. As equipes contam com efetivos da polícia Militar do Amazonas (PMAM), polícia Civil, Corpo de Bombeiros, polícia Científica, Força Nacional e Marinha do Brasil.
Visitas e relatos das unidades
Durante a passagem pelas bases, o secretário destacou as ações e resultados obtidos. “Saímos de Manaus e fomos à Barcelos, onde temos a Base Arpão 3 instalada. Uma base que deu um resultado espetacular no passado, principalmente na proteção de um ativo tão importante no nosso estado, que é o ecoturismo. Depois deslocamos ao município de Jutaí, lá está presente a base Tiradentes, que é uma base da polícia Militar, e em apenas uma semana retirou mais de 100 quilos de drogas de circulação”, afirmou o coronel Vinícius Almeida.
Sobre a unidade em Coari, o secretário afirmou que Arpão 2 é a mais antiga em operação e tem sido ponto de interceptação de embarcações que vêm da região de plantio e da fronteira. “Infelizmente, essa droga acaba passando pela fronteira, mas quando chega aqui, a gente faz a interceptação. E o resultado disso é a segurança para a população”, disse ele.
Atuação comunitária e impacto local
A capitã Juliana Nattrodt, coordenadora da Base Arpão 3, afirmou que as ações vão além das fiscalizações e incluem aproximação com moradores e apoio ao turismo local. “A gente procura sempre manter esse elo com a comunidade de forma positiva e trazendo segurança para eles. Nós temos uma resposta muito positiva também no turismo, onde eles se sentem seguros para continuar com a sua atividade. Isso fomenta a região, traz recursos e melhora a qualidade de vida dos nossos ribeirinhos”, declarou a capitã.
Moradores relatam mudanças na rotina após a instalação das unidades. A comerciante Euciléia Rodrigues, 44, que mora em Barcelos, afirmou que a presença da base mudou o movimento nas praias e acelerou atendimentos em ocorrências locais. “Quando chegou a Base Arpão, melhorou muito, né? Melhorou demais, melhorou bastante. Porque a gente tem um apoio. Quando acontece alguma ocorrência aqui, alguma coisa, o pessoal aciona a base. E eles, rapidamente, vêm fazer o atendimento aqui. Fazer o patrulhamento. E para mim, em minha opinião, melhorou muito”, afirmou.
Outras ações de fiscalização
Além do combate ao narcotráfico, as bases contribuíram para ações contra crimes ambientais, recuperação de embarcações usadas pelo crime organizado, e apreensões de armas, munições e dinheiro ilícito. As operações, segundo a SSP-AM, foram planejadas ao longo de seis anos e hoje se apresentam consolidadas nas localidades atendidas.
“Os resultados foram planejados há seis anos, agora a gente vê consolidado e sendo entregue com excelência para a população do Amazonas”, concluiu o secretário de Segurança do Amazonas.
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