Câmara aprova projeto para 330 funções comissionadas no STJ

Câmara aprova projeto para 330 funções comissionadas no STJ

funções comissionadas STJ foram recentemente aprovadas pela Câmara dos Deputados, resultando na criação de 330 novas posições FC-6 para os gabinetes dos 33 ministros do Superior Tribunal de justiça. A aprovação do Projeto de Lei 3181/25 ocorreu em Plenário nesta terça-feira (19) e agora segue para análise no Senado. Essa medida foi destacada pelo relator do projeto, deputado Gabriel Nunes (PSD-BA), como um passo importante para valorizar o trabalho no STJ. O deputado enfatizou que essa ação responde a um desafio real enfrentado pela corte: a complexidade crescente dos processos e a necessidade de servidores qualificados que se comprometam com a excelência na prestação jurisdicional.

De acordo com Gabriel Nunes, a introdução dessas funções comissionadas deve ajudar a diminuir a rotatividade de pessoal qualificado no STJ, especialmente porque muitos preferem áreas com menor carga de trabalho. A norma também se faz necessária no contexto atual, em que o sistema judiciário é exigido a desempenhar um papel eficiente e eficaz na resolução de conflitos. O projeto justifica ainda que cada gabinete de ministro conta atualmente com 38 servidores, sendo a maioria deles funcionários efetivos, com um número significativo ocupando funções comissionadas.

O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, explicou que atualmente há 22 ocupantes de funções comissionadas, com remunerações que variam entre R$ 1,4 mil a R$ 2,6 mil. As novas funções comissionadas possuem um valor salarial de R$ 3.663,71, elevando o padrão salarial para as posições de liderança dentro da corte. Dos atuais ocupantes dessas funções, 8 serão transferidos para outras áreas do tribunal, como os setores que lidam com a distribuição de processos, julgamento colegiado e cumprimento de decisões judiciais.

Os gastos projetados com as novas funções são significativos, estimando-se um custo de R$ 8,7 milhões para o ano de 2025 e R$ 17,5 milhões por ano a partir de 2026, considerando as remunerações atuais. O relator confirmou que os recursos para essas novas funções estão dentro do teto de despesas primárias do órgão, o que PODE ser interpretado como uma tentativa de gerenciar os custos operacionais do STJ.

Durante o debate em Plenário, a deputada Erika Kokay (PT-DF) apoiou a proposta, ressaltando que ela fortalece o papel dos servidores e servidoras no Judiciário. Contudo, a proposta não foi unânime. Críticos, como o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), argumentaram que o projeto carece de mecanismos robustos de controle e eficiência. Ele mencionou que a falta de metas claras para o trabalho dos novos servidores PODE transformar a proposta em uma “mordomia” para o STJ.

O deputado Luiz Lima (NOVO-RJ), também expressou suas preocupações, sugerindo que a proposta é um aumento disfarçado para o Judiciário, que já é considerado um dos mais onerosos do mundo. Marcel Van Hattem (RS), líder do NOVO, concordou com essa visão, questionando a necessidade de mais gastos no Judiciário e expondo a ineficiência do sistema. Por outro lado, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria, chamou a proposta de “vergonhosa”, especialmente em um momento em que a população enfrenta dificuldades e a necessidade de um equilíbrio fiscal é cada vez mais urgente.

Com estas novas criações de funções comissionadas no STJ, aguardamos para ver como o Senado se posicionará a respeito, bem como as implicações a longo prazo para o nosso sistema judiciário.

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Publicado em: 19/08/2025 às 4:55 PM
Categoria(s): Judiciário