Mostra Queerzônia 2 reúne obras de 35 artistas no Hall do Fórum de Justiça até 26 de junho

Mostra artística no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis busca promover diálogo sobre direitos humanos, diversidade e cidadania por meio de produções de 35 artistas.

A Mostra Queerzônia 2, iniciativa da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Assédio Sexual e à Discriminação (CPEAMSD/TJAM), começou nesta segunda (22/6) e ficará em exibição até a próxima sexta-feira (26/6) no Hall do Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis. As obras podem ser visitadas das 9h às 14h e incluem fotografias, pinturas, trabalhos digitais, esculturas e outras intervenções.

Abertura e organização

A solenidade de abertura ocorreu na manhã desta segunda-feira com a presença da juíza Luciana Eira Nasser, presidente da CPEAMSD/TJAM; das magistradas e magistrados Anagali Bertazzo e Marcelo Cruz de Oliveira (este representando a desembargadora Mirza Telma); da segunda subdefensora pública geral Sarah de Sousa Lobo; do coordenador acadêmico da Faculdade de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professor José Mário Silva de Oliveira; e dos artistas responsáveis pelas obras. A curadoria é assinada por Átila Simonsen, Juliana Bleides, Marcelo Rufino e Rodrigo Melo.

A exposição é realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna do Amazonas e reúne trabalhos de 35 artistas LGBTQIAPN+ e aliados de diferentes estados do país.

Programação e oficinas

Além da visitação no hall do fórum durante a semana, a mostra inclui a Oficina Criativa Queerzônia 2, marcada para 24 (quarta-feira), das 9h às 14h, na sala de aula da Escola Judicial (Ejud), que funciona no próprio fórum.

Obras, temas e participações

As obras expostas tratam de experiências, identidades e narrativas dos territórios amazônicos. Segundo o curador Rodrigo Melo, as peças buscam retratar a vivência de pessoas LGBTQIAPN+ de forma não estereotipada e provocar sensibilidade no Poder Judiciário para essas demandas.

Entre as obras, a artista Anete Valdevino apresenta “Entre o que vejo e o que me reconhece” e “A arte da metamorfose”, que exploram imagem, identidade e percepção a partir de máscaras em papel, tinta e cola e de um espelho central de 70cm x 60cm. A artista explica que o espelho insere o observador na composição e que as máscaras representam múltiplos significados ligados a memória e pertencimento.

O artista costarriquenho cego Henry Martínez, antropólogo, expõe “Caçando às cegas”, fruto de pesquisa sobre a experiência de pessoas com deficiência visual em aplicativos de relacionamento como Tinder e Grindr. A obra usa relatos e objetos do cotidiano para discutir capacitismo e afirmar o direito à sexualidade, ao afeto e à visibilidade.

Participam da mostra os artistas Adriel Castro; Alexandre Moretz-Sohn; Anete Valdevino; Art Monteiro; Bruna Mazzotti; Bruna Pollari; Bruxa Poluída; Dani Sateré; Dayo do Nascimento; Enma Fuzinatto; Estevan Leandro; Fábio Jesus; Gabriel de Andrade; Gengo Mori; Henry Martínez; Introspective Arts; Jackson Gatell; Jane Uchôa; Jennifer Gemaque; Lars; Lila Costa; Lu da Silva; Lucca; Mel Melissa Maurer; Nalud Ahnnis; Paulo Holanda; PC; Peixa; Priscilla Ramos; Robson Xavier; Sakiko; Selma Carvalho; Subproduto; Tainá Andes e Zéro.

Esta segunda edição presta homenagem aos artistas visuais Ana Cláudia Jatahy, Cristóvão Coutinho, Oscar Ramos (in memoriam) e Sebastião Alves.

Conexão com ações institucionais

De acordo com a CPEAMSD/TJAM, a Mostra Queerzônia 2 integra a programação alusiva ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, celebrado em 28 de junho, e antecede o “2.º Ciclo pelo Orgulho e pela Diversidade no Poder Judiciário do Amazonas”, que será promovido em parceria com o TRT da 11.ª Região nos dias 9 e 10 de julho. Enquanto a mostra usa a arte como instrumento de sensibilização, o Ciclo oferecerá espaços de debate técnico, acadêmico e social sobre diversidade, empregabilidade, cidadania e justiça.

Segundo a juíza Luciana da Eira Nasser, a comissão tem entre suas atribuições a promoção de ações educativas e preventivas voltadas para a construção de ambientes mais respeitosos, inclusivos e acolhedores, e o enfrentamento à discriminação passa pela educação, pela cultura e pela valorização das diferentes experiências humanas.

Créditos: texto por Paulo André Nunes. Fotos: Raphael Alves. Assessoria de Comunicação Social | TJAM. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Telefones: (92) 99316-0660 | 2129-6771.

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Publicado em: 22/06/2026 às 16:04
Categoria(s): TJAM