Plataforma Arandu do Tribunal de Justiça do Amazonas integra Inteligência Artificial Generativa para apoio a magistrados e servidores

Plataforma desenvolvida internamente pelo TJAM usa Inteligência Artificial Generativa para apoiar atividades administrativas e jurisdicionais.

A Plataforma Arandu, criada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), passou a integrar soluções de Inteligência Artificial Generativa para apoiar magistrados e servidores na rotina administrativa e jurisdicional. Em 2026, a ferramenta recebeu reconhecimento internacional ao ficar em primeiro lugar no Expojud Portugal 2026, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Desenvolvimento e propósito

Desenvolvida integralmente por equipe técnica do próprio Tribunal, a Arandu foi concebida para auxiliar na produção de conteúdo, organização de informações, análise de dados e otimização de processos. A plataforma atua como instrumento de apoio e opera sob supervisão humana, preservando a autonomia e a responsabilidade de magistrados e servidores.

Segundo a desembargadora Vânia Marques, presidente do Comitê de Governança e Inteligência Artificial do TJAM, “a utilização da plataforma está fundamentada no princípio de que a Inteligência Artificial é um instrumento de apoio ao trabalho humano, e não um substituto da atuação dos profissionais. Todas as informações produzidas pela ferramenta devem ser analisadas, validadas e utilizadas de forma criteriosa pelos usuários, mantendo as decisões e manifestações sob responsabilidade exclusiva de magistrados e servidores”.

Segurança, governança e conformidade

A arquitetura da Arandu prioriza a proteção das informações, a transparência e a rastreabilidade das interações. A plataforma observa as diretrizes estabelecidas pela Resolução n.º 615/2025 do CNJ e os princípios da LGPD, de acordo com as normas que disciplinam o uso de Inteligência Artificial no Poder Judiciário.

Ao optar por desenvolvimento interno, o TJAM fortalece sua autonomia tecnológica e amplia a capacidade institucional de ajustar funcionalidades à realidade local. O modelo permite evolução contínua da ferramenta e preserva os padrões de segurança exigidos para o tratamento das informações institucionais.

Reconhecimento internacional

A premiação no Expojud Portugal 2026 destacou a qualidade e o potencial da solução desenvolvida pelo Tribunal. O primeiro lugar entre projetos apresentados na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa evidencia o protagonismo do TJAM na construção de soluções tecnológicas para o Poder Judiciário.

Com a implantação da Arandu, o Tribunal reafirma o compromisso com a transformação digital e com a utilização responsável da tecnologia para apoiar o trabalho de magistrados e servidores e para modernizar a prestação jurisdicional.

Carlos Eduardo Rocha

Foto/Arte:

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Publicado em: 01/07/2026 às 17:16
Categoria(s): TJAM