Capacitação presencial reúne profissionais de 20 escolas da Semed em Manaus para formar facilitadores de Justiça Restaurativa com 74 horas de carga.
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio da Escola Judicial (Ejud/TJAM) e da Central de Justiça Restaurativa (CJR/TJAM), iniciou nesta segunda-feira (14/9) a segunda edição deste ano do Curso de Facilitadores de Justiça Restaurativa. A formação presencial começou com o módulo inteligência emocional e reuniu profissionais de 20 escolas da Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed).
Abertura e objetivo
O subsecretário municipal de Gestão Educacional, Tharcisio Anchieta da Silva, participou da abertura e ressaltou que a saúde mental do corpo docente é requisito indispensável para a melhoria dos processos educacionais da rede municipal. Segundo o subsecretário, a presença do Tribunal de Justiça no debate sobre a construção de uma escola em paz contribui para o funcionamento dos processos educacionais.
Conteúdo do primeiro módulo
O instrutor responsável pelo módulo inicial foi Elyernandes Teixeira, especialista em desenvolvimento humano. Teixeira focou no autoconhecimento e no desenvolvimento de competências socioemocionais. Ele explicou que a formação trabalha a identificação da emoção correta e o uso adequado de sua intensidade para melhorar o desempenho profissional e pessoal.
Impacto na rede e alinhamento institucional
O juiz Luís Cláudio Chaves, coordenador da Central de Justiça Restaurativa do TJAM, informou que, com essa formação, o TJAM e a Semed atingiram a marca simbólica de mais de 200 profissionais da rede pública de educação capacitados em Justiça Restaurativa. Segundo o magistrado, Manaus passa a figurar entre as capitais brasileiras com maior número de facilitadores preparados para enfrentar o bullying no ambiente escolar.
Alinhado às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a consolidação da cultura de paz nas escolas, o curso prepara profissionais para substituir práticas punitivas por abordagens baseadas na compreensão das necessidades dos estudantes, no estímulo ao diálogo e na responsabilização mútua. A aplicação das práticas circulares é orientada pela servidora do TJAM Sabrina Monteiro Porto de Almeida e pela assistente social Nayluce de Lima Pereira.
Carga horária e cronograma
Com carga horária de 74 horas, divididas entre teoria e prática, a formação destaca que o reconhecimento e o gerenciamento das próprias emoções são passos iniciais para conduzir conflitos de maneira construtiva na sala de aula. Os próximos 9 encontros estão previstos para:
15/9 – Círculo completo de justiça restaurativa;
16/9 – Elementos dos círculos: objeto da palavra, peça de centro e diretrizes;
17/9 – Cerimônias de abertura e encerramento (check-in e check-out);
18/9 – Os sete pressupostos da Justiça Restaurativa;
21/9 – Exploração pacífica de conflitos;
22/9 – Perguntas norteadoras e círculo de autoconhecimento;
23/9 – Planejamento de roteiros de círculo;
24/9 – Aplicação prática dos roteiros planejados 25/9 – Dinâmica de revisão e encerramento.
Registro visual e créditos
A fotografia que ilustra a matéria mostra, em ângulo levemente superior, o grupo de participantes, instrutores e autoridades do curso reunidos em uma sala ampla. Ao centro do grupo, há um homem vestindo terno escuro e gravata vermelha; os demais usam trajes casuais e sociais. Ao fundo, aparece uma parede branca com janelas de vidro na parte superior e, à direita, uma pilha de caixas de papelão próxima a uma estante.
Texto: Débora Mattos | Ejud
Foto: Igor Braga | Ejud
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