Projeto de Lei 23/26 altera Código Civil para impedir que herdeiros condenados por homicídio recebam bens de parentes

Projeto amplia vedação para que herdeiros condenados por homicídio recebam bens de parentes colaterais.

Em 03/06/2026 – 17:23, na Câmara dos Deputados, a deputada Dayany Bittencourt (União-CE) apresentou o Projeto de Lei 23/26 que altera o Código Civil para proibir que herdeiros condenados por homicídio tenham acesso, por vias indiretas, ao patrimônio de outros parentes da mesma família. A proposta visa impedir que pessoas que mataram os pais, por exemplo, acabem herdando bens de irmãos, tios ou sobrinhos.

Proteção à família extensa

O texto faz referência a Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por planejar o assassinato dos próprios pais em 2002 e que hoje cumpre a pena em regime aberto. O caso voltou a repercutir pela possibilidade legal de ela herdar parte do patrimônio de um tio falecido.

Pela regra atual, a perda do direito à herança por crime doloso só vale quando o crime é cometido contra o dono dos bens, seu cônjuge, companheiro, pais ou filhos. A proposta estende o chamado instituto da indignidade para os parentes colaterais até o quarto grau.

Segundo a autora, Dayany Bittencourt, o projeto corrige brechas na lei que podem beneficiar criminosos. “Permitir que um homicida herde de outro membro da família que ele próprio ajudou a dilacerar é uma forma indireta de benefício, que mancha a finalidade do direito”, disse.

Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será apreciada pelo Plenário.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

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Publicado em: 03/06/2026 às 16:23
Categoria(s): Política Nacional