O candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo, da Federação União Progressista, defende que a prevenção a queimadas no Amazonas seja incorporada ao planejamento de políticas públicas como habitação, saneamento, drenagem, infraestrutura, saúde e desenvolvimento urbano.
A proposta prevê a formação de um pacto entre o Governo do Amazonas, as prefeituras e a União para ampliar a prevenção e o combate ao fogo. Campêlo afirma que pretende trabalhar, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), pelo fortalecimento das políticas estaduais de enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas.
Prevenção integrada ao planejamento público
Segundo o candidato, as diretrizes previstas na legislação precisam avançar para uma política permanente de prevenção e adaptação. A ideia é considerar os efeitos das mudanças climáticas na definição de ações e investimentos públicos.
O planejamento, de acordo com a proposta, deve levar em conta períodos de seca severa, aumento das temperaturas, queimadas e outros eventos extremos. A medida também busca preparar o Estado e os municípios para responder a esses episódios antes que seus efeitos se ampliem.
“Precisamos tratar esse problema de forma integrada. Estado, municípios e União precisam trabalhar juntos, com planejamento, fiscalização e recursos para agir antes que o fogo avance, trazendo prejuízos ao meio ambiente e à saúde das pessoas”, afirma Campêlo.
Fumaça e calor em Manaus
A discussão ocorre em um período do ano em que o Amazonas costuma registrar aumento das queimadas e episódios de fumaça em Manaus. Na quarta-feira (23/9), a capital amanheceu encoberta por uma espessa cortina de fumaça.
O monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou a qualidade do ar como “péssima” em vários locais da cidade.
Na terça-feira (22/9), Manaus havia registrado a maior temperatura do ano, de 38,6°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O registro ocorreu em meio às condições de estiagem que marcam o período e se intensificam com o fenômeno El Niño e os efeitos da crise climática.
Fiscalização e combate a crimes ambientais
Além da adaptação climática, Campêlo defende a ampliação dos recursos destinados à fiscalização ambiental e ao combate aos crimes ambientais. A proposta prevê reforçar a capacidade do poder público para identificar áreas de risco e fiscalizar ocorrências.
O candidato também menciona a necessidade de atuação coordenada entre municípios e órgãos federais. A intenção é ampliar a integração entre as diferentes esferas de governo nas ações de prevenção, fiscalização e resposta às queimadas.
Para Campêlo, a preparação para os períodos de seca, calor intenso e fumaça deve fazer parte das políticas públicas de forma contínua. A proposta relaciona a resposta aos eventos extremos ao planejamento urbano e à aplicação de recursos para fiscalização ambiental.








