quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Durango Duarte

Portal do IDD reúne pesquisas e documentos sobre a história de Manaus e do Amazonas

Criado em 2016, o Instituto Durango Duarte organiza pesquisas e publicações sobre a história de Manaus e do Amazonas. O material disponível inclui livros, artigos, fotografias, vídeos e documentos históricos, enquanto a biblioteca particular e parte dos arquivos digitalizados não estão abertos à consulta no momento.
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O Instituto Durango Duarte (IDD) reúne pesquisas e publicações sobre a história de Manaus e do Amazonas em diferentes áreas, como paisagem urbana, imprensa, cultura, economia e formação política. Criada em 15 de abril de 2016, a associação sem fins lucrativos trabalha com a preservação de documentos e a circulação de conteúdos em livros, artigos, fotografias, vídeos e outros registros históricos.

A entidade também declara entre seus objetivos o incentivo à produção literária, o debate sobre questões regionais e a aproximação entre o acervo organizado pelo instituto e a comunidade acadêmica. O material publicado pode ser acessado pelo portal do IDD. A biblioteca particular e os demais documentos reunidos pela instituição não estão disponíveis para consulta no momento.

Pesquisa sobre a paisagem urbana

A trajetória editorial ligada à memória de Manaus começou antes da criação do instituto. Em 2009, Durango Duarte publicou Manaus, entre o passado e o presente, um guia histórico e fotográfico sobre os espaços urbanos da capital. Em 2012, lançou 343 Manaus, obra voltada à apresentação visual e turística da cidade.

O estudo da transformação urbana aparece novamente em Praças históricas de Manaus, publicado em 2023. O livro acompanha a trajetória de 34 praças, incluindo espaços que desapareceram. A pesquisa recupera usos e configurações que já não podem ser observados diretamente nas ruas e amplia o capítulo sobre praças apresentado na obra de 2009.

Ao tratar de locais de convivência, o acervo também registra a história das salas de cinema. Publicado em 2017, A Sétima Arte em Manaus aborda a chegada de empresas exibidoras, a formação das salas e a realização de festivais na capital.

Música, jornais e episódios da vida pública

A produção do IDD inclui ainda trabalhos sobre a atividade musical. Entre eles estão A vida musical em Manaus (1950 a 1960) e Olga Praguer Coelho: a voz e o violão do folclore brasileiro. As obras ampliam o registro de manifestações culturais e de personagens ligados à música.

Os jornais antigos de Manaus ocupam dupla função nesse conjunto: são fontes para outras pesquisas e também objetos de estudo. A coleção 50 Anos Hoje organiza, por ano, acontecimentos publicados na imprensa da cidade.

Na edição dedicada a 1970, aparecem registros da explosão da caldeira da Santa Casa, de inaugurações de praças e avenidas e do centenário da Biblioteca Pública do Estado. A reunião dessas notícias permite observar, no mesmo recorte, mudanças urbanas e episódios do cotidiano.

Outras publicações se concentram em momentos de conflito na imprensa local. Imprensa Amazonense: Chantagem, Politicagem e Lama e Imprensa Amazonense: Caso Batará tratam de episódios de tensão e controvérsia relacionados aos jornais do Amazonas.

Em Quando o Diário Oficial virou guerra, de 2026, a investigação aborda as disputas ocorridas em 1958 e 1959. Nesse período, a publicação oficial do Estado se tornou espaço de confronto entre governo, oposição e imprensa. O estudo aproxima a história institucional da comunicação e utiliza os documentos para registrar os embates daquele momento.

Formação econômica e política do Amazonas

O instituto também mantém obras dedicadas à formação econômica e política da região. RUBBER — Apogeu e Declínio da Borracha na Amazônia percorre a trajetória do ciclo da borracha e seus efeitos na história amazônica.

Já A Construção da Província do Amazonas, publicado em 2025, examina o período de 1851 a 1859, após a separação do Grão-Pará. A pesquisa trata da formação das bases institucionais, econômicas e sociais da província.

A implantação da Zona Franca é abordada em um livro digital gratuito lançado em 2023. Organizada por Durango Duarte, com participação da historiadora Marlucia Bentes e do jornalista Kleber Paiva, a publicação acompanha as primeiras discussões sobre o modelo, a construção do Distrito Industrial e a instalação das primeiras indústrias.

Memória estudantil e formação acadêmica

Parte da produção do instituto se relaciona à experiência do próprio pesquisador à frente da entidade. Durango Duarte participou do movimento estudantil amazonense nos anos 1980, dirigiu centros acadêmicos e foi conselheiro da Universidade Federal do Amazonas.

Esse período passou a ser tema de trabalhos sobre a mobilização estudantil, entre eles uma coletânea de entrevistas com pessoas que atuaram entre 1975 e 1985. Em 2021, Durango também foi professor voluntário do curso de Arquivologia da Ufam.

Além de publicar pesquisas, o IDD promove reuniões, palestras e cursos. A instituição afirma buscar o estímulo à produção de teses, dissertações e monografias sobre Manaus, o Amazonas e a Amazônia.

Acervo reúne livros, jornais e registros digitalizados

Segundo a entidade, a biblioteca particular reúne mais de oito mil obras. O conjunto inclui ainda diários oficiais, jornais e revistas digitalizados, cartografias e produções audiovisuais.

Embora o acervo físico não esteja disponível para consulta no momento, o público pode acessar os materiais publicados no portal do instituto. A organização dessas fontes serve de base para novas pesquisas sobre personagens, lugares e acontecimentos da história amazonense.

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