terça-feira, 13 de outubro de 2026
Política

Dados de saúde e efeitos da fumaça orientam pedidos de prevenção na Câmara de Manaus

Sessão reuniu projeções de câncer para 2026, registros de mortes no Amazonas e propostas de fiscalização, educação ambiental e apoio aéreo contra queimadas.

Projeções de novos casos de câncer, registros de mortalidade e relatos sobre os efeitos da fumaça na capital foram usados como base para pedidos de prevenção durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (13 de outubro). Os vereadores defenderam medidas para ampliar o atendimento à saúde da mulher e ações conjuntas contra incêndios em áreas próximas ou de difícil acesso.

Prevenção e atendimento à saúde da mulher

A vereadora Professora Jacqueline (União Brasil) apresentou estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para 2026. Conforme os números citados por ela, o Amazonas deve registrar 600 novos casos de câncer de mama e 620 de câncer do colo do útero. Para Manaus, as projeções mencionadas foram de 410 casos de câncer de mama e 430 de câncer do colo do útero.

Na discussão relacionada ao Outubro Rosa, Jacqueline também citou dados atribuídos à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Segundo as informações apresentadas, foram registrados 1.149 óbitos por câncer de mama no estado entre 2020 e 2024. Desse total, 860 ocorreram entre mulheres de 30 a 69 anos.

A parlamentar defendeu a ampliação das ações de conscientização, o acesso ao diagnóstico precoce e o fortalecimento da rede de atendimento à saúde da mulher. Entre as medidas mencionadas estão os serviços oferecidos por unidades móveis. Jacqueline também afirmou que é necessário superar tabus, incentivar o autoexame e orientar a busca por atendimento profissional.

Fumaça e fiscalização ambiental

O vereador Marco Castilhos (União Brasil) relacionou a discussão ambiental à rotina dos moradores e mencionou a suspensão preventiva das atividades escolares nas redes municipal e estadual de ensino. Ele defendeu campanhas de conscientização sobre os riscos das queimadas irregulares e a atuação conjunta da Comissão de Meio Ambiente da CMM, dos órgãos de fiscalização e do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

“É essencial conscientizarmos a sociedade e atuarmos em conjunto com os órgãos de fiscalização e o Ministério Público no combate a práticas irregulares de queimadas que prejudicam o coletivo”, declarou.

Gilmar Nascimento (Avante) citou focos de queimadas em áreas rurais, rodovias e ramais de municípios próximos a Manaus. Segundo o vereador, a fumaça produzida nesses locais também compromete a qualidade do ar na capital. Ele defendeu maior integração entre os governos federal, estadual e municipais para ampliar a fiscalização e as ações preventivas.

Na mesma manifestação, Gilmar mencionou a Lei Municipal nº 618/2026, de sua autoria, que institui a Semana de Estudo sobre Conservação Ambiental e Sustentabilidade Amazônica nas escolas de Manaus. O vereador afirmou que o cenário de seca e queimadas exige articulação entre as administrações públicas para aprimorar políticas, fiscalização e regras de prevenção.

Equipamentos para áreas isoladas

O vereador Dr. Eduardo Assis (Avante) defendeu o aumento dos investimentos em tecnologia, equipamentos e aeronaves para alcançar focos de incêndio em áreas de difícil acesso. Segundo ele, o apoio das esferas estadual e federal seria necessário para ampliar a capacidade de resposta em regiões isoladas da floresta.

Os pronunciamentos registraram pedidos e propostas apresentados pelos vereadores, mas não documentaram a execução de um plano conjunto. A Câmara Municipal de Manaus não informou, na divulgação, prazos, custos, metas ou responsáveis pela implementação das medidas citadas. Também não foram apresentados resultados de ações específicas de fiscalização, uso de aeronaves ou ampliação das unidades móveis.

Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.