Oficina prática em Manaus ensinou uso da inteligência artificial a pessoas com 60 anos ou mais e abordou direitos e segurança digital.
Na manhã desta quinta-feira (10/09) em Manaus, a Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam), em parceria com a Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati/UEA) e o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), promoveu o Projeto “Gerações”. Dezenas de pessoas com 60 anos ou mais participaram de uma imersão prática para aprender a usar inteligência artificial e aplicar a tecnologia em atividades do dia a dia, utilizando seus próprios celulares.
Parcerias e público
O evento contou ainda com apoio do Senac Amazonas e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O grupo reuniu alunos da Funati e participantes do Centro de Integração Social Gerando Vidas. Conforme a organização, a atividade teve como objetivo ampliar a autonomia digital e fortalecer a cidadania entre os participantes.
Oficina e aprendizado
Durante a oficina prática, os participantes receberam instruções sobre comandos para a I.A. e praticaram a conversação com a ferramenta para obter melhores resultados nas tarefas diárias. Segundo Clessia Veloso, supervisora pedagógica do Centro Especializado em Informática do Senac Amazonas, “essa ação oportuniza ao grupo da melhor idade o entendimento sobre a Inteligência Artificial no cotidiano” e gera “inclusão, letramento digital, segurança e, acima de tudo, independência nas tarefas diárias”.
A professora Renilda, da Semed, ressaltou que o conhecimento reduz o medo e aumenta a proteção de dados: “Eles dependem muito de netos e parentes para usar aplicativos. Aprender a mexer no celular tira o receio de entregar o aparelho para terceiros, protegendo dados pessoais e bancários. Além disso, ao conhecerem seus direitos, eles ficam muito mais preparados para evitar golpes e fraudes”, alertou.
Visita ao Museu e discussão sobre direitos
Após a imersão tecnológica, os participantes foram ao Museu do Judiciário do Amazonas (Mujam), no Palácio da Justiça, no Centro de Manaus. Lá, o juiz Yuri Caminha compartilhou pontos de sua carreira e propôs uma dinâmica de resolução simulada de um caso real de violência contra o idoso. O magistrado afirmou que foi uma oportunidade para debater direitos com um público interessado.
Helena Nascimento, educadora social da Funati, disse que acompanhar o projeto em sua quarta edição no ano é uma realização pessoal: “Acompanhar esses idosos é um privilégio. Cada novo conhecimento que eles adquirem é uma aula diferente para mim também”.
Reações dos participantes
O impacto da manhã ficou evidente nas avaliações dos presentes. Juliana Santos Andrade classificou o encontro como “gostoso e muito produtivo”. Para Francisca Feijó Vasconcelos, de 80 anos, o aprendizado foi assimilado apesar de ter esquecido o smartphone em casa: “Eu adorei, venho sempre aqui. Aprendi coisas novas na aula. Esqueci o celular, mas está tudo guardado na minha memória”.
A imagem do evento mostra uma sala de informática com participantes sentados em cadeiras, alguns usando computadores, além de um apresentador diante de uma televisão que exibe uma apresentação sobre Inteligência Artificial. No ambiente aparecem os logotipos do Senac/Fecomércio/Sesc e da Microsoft.
Fotos e texto: Rebeca Artiagas, sob supervisão e edição de Ramiro Neto. Revisão gramatical: Eliza Maria Luchini.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM
E-mail: [email protected]
(92) 99316-0660 | 2129-6771
Assuntos nesse artigo:
#inteligenciaartificial, #ia, #idosos, #manaus, #esmam, #funati, #uea, #tjam, #senacamazonas, #secretariadecultura, #economiacriativa, #gerandovidas, #centrodeintegracaosocial, #mujam, #palaciodajustica, #alfabetizacao, #inclusaodigital, #letramentodigital, #direitos, #violenciacontraidooso








