segunda-feira, 14 de setembro de 2026
TRT11

TRT da 11ª Região promove ação contra capacitismo e assédio a estudantes em Codajás

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Com o tema ‘Onde tem inclusão, não tem assédio’, iniciativa discutiu capacitismo e convivência escolar inclusiva.

O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizou, na quinta-feira (10/9), em Codajás, a ação institucional “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio – Enfrentando o Capacitismo” no CETI José de Araújo Rodrigues, no âmbito da Justiça Itinerante da Vara do Trabalho de Coari. A atividade reuniu estudantes da rede pública para debates sobre capacitismo, assédio, bullying e acessibilidade.

Programação e objetivos

A programação seguiu três etapas — compreender, reconhecer e agir — com o propósito de aproximar os estudantes de situações do cotidiano escolar e estimular atitudes que favoreçam ambientes mais seguros e respeitosos. Conforme a organização, as etapas visaram conectar teoria e prática para a promoção da inclusão.

Palestras e conteúdos abordados

A psicóloga Elianne Rocha Farias Aguiar abriu as atividades com a palestra ‘Escola para todos: respeito, inclusão e o direito de ser diferente’, tratando de diversidade humana, acessibilidade e participação no ambiente escolar.

Na sequência, o defensor público Thiago Torres Cordeiro proferiu ‘Capacitismo não é brincadeira: como identificar e combater o assédio e a discriminação na escola’, diferenciando brincadeira, conflito e violência, além de abordar bullying, assédio e a importância da rede de apoio.

Encerrando as exposições, a juíza do Trabalho Sâmara Christina Souza Nogueira, titular da Vara do Trabalho de Coari e vice-coordenadora do Comitê Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TRT da 11ª Região, conversou com os estudantes sobre atitudes anticapacitistas. Entre os temas estiveram o uso de linguagem inclusiva, respeito à autonomia de pessoas com deficiência, a necessidade de perguntar antes de oferecer ajuda, o combate à infantilização e a ampliação da acessibilidade além das barreiras arquitetônicas.

A magistrada destacou: “Conhecer o capacitismo é importante, mas reconhecer uma situação discriminatória e continuar agindo da mesma forma não transforma ambiente nenhum. A proposta é que cada estudante saia daqui percebendo que também pode fazer parte da mudança. Inclusão começa nas políticas públicas e na acessibilidade, mas também começa na forma como olhamos, falamos, acolhemos e incluímos quem está ao nosso lado”.

Materiais e apoio institucional

A atuação em Codajás também incluiu a entrega de materiais educativos a três unidades de ensino do município, realizada na quarta-feira (9/9): o Centro de Educação de Tempo Integral José de Araújo Rodrigues, a Escola Estadual Professor Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo e a Escola Estadual Costa e Silva.

As publicações foram disponibilizadas pela procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho no Amazonas e em Roraima, Joali Ingracia Santos de Oliveira, como apoio institucional. Entre os materiais entregues estão as cartilhas “Brincar, educar e viver…” e “Orientações pedagógicas – Como abordar o trabalho infantil em sala de aula”, voltadas a professores e equipes pedagógicas para prevenção e combate ao trabalho infantil e apoio pedagógico.

Avaliação e articulação interinstitucional

Ao final da programação, os estudantes responderam a uma pesquisa anônima de avaliação da atividade. Os resultados servirão para aprimorar o projeto e acompanhar sua repercussão junto à comunidade escolar.

A ação realizada pelo TRT-11 em Codajás contou com a colaboração do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), da Defensoria Pública Estadual (DPE-AM) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do município. A programação integra as atividades da Justiça do Trabalho no interior do Amazonas, ampliando a atuação institucional em iniciativas de educação em direitos, inclusão e prevenção à discriminação.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Coordcom, com informações do CPAI
Fotos: Divulgação

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