TRT-11 realizará quatro novas edições da campanha com foco no enfrentamento ao capacitismo e na promoção da acessibilidade.
O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizará, entre setembro e outubro de 2026, quatro edições da campanha Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio, cujo eixo temático é Enfrentando o Capacitismo. As ações ocorrerão em Codajás, Manicoré, Apuí e Manaus, com atividades voltadas à comunidade escolar e à população em geral, em articulação com Varas do Trabalho, comitês internos e instituições parceiras.
Objetivo e público-alvo
A iniciativa busca ampliar o debate sobre capacitismo e levar o tema para além dos espaços institucionais da Justiça. Nas edições no interior, as atividades terão como foco crianças e adolescentes da rede de ensino, abordando inclusão, acessibilidade, capacitismo, bullying, assédio e discriminação, além de atitudes anticapacitistas no ambiente escolar. Em Manaus, a programação concentra-se na inclusão da pessoa com deficiência no mundo do trabalho.
Organização e parcerias
As ações são desenvolvidas pelo Comitê Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI) e pelo Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do TRT-11, em articulação com as Varas do Trabalho responsáveis pela Justiça Itinerante. A execução conta com apoio institucional da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (PPGDA/UEA), do Projeto de Extensão Guardiões da Amazônia e do Ministério Público do Trabalho no Amazonas e em Roraima (MPT-AM/RR).
Acessibilidade e barreira atitudinal
Segundo a juíza do Trabalho Sâmara Christina Souza Nogueira, titular da Vara do Trabalho de Coari e vice-coordenadora do CPAI do TRT-11, enfrentar o capacitismo exige ampliar a compreensão do que significa acessibilidade. ‘Quando falamos em acessibilidade, ainda é muito comum pensarmos primeiro em rampas, elevadores ou adaptações físicas. Tudo isso é indispensável, mas existe uma barreira menos visível e, muitas vezes, profundamente excludente: a barreira atitudinal. O capacitismo aparece quando se presume incapacidade, quando se infantiliza uma pessoa com deficiência, quando se exclui alguém de uma atividade sem sequer perguntar se necessita de alguma adaptação. São comportamentos que muitas vezes foram naturalizados socialmente e que precisamos aprender a reconhecer para poder transformar.’
A magistrada ressaltou que a interiorização das ações leva em conta as características territoriais do Amazonas: ‘No Amazonas, falar em acessibilidade também exige falar em território. Não basta que políticas de inclusão existam; elas precisam chegar às pessoas. As grandes distâncias e as dificuldades de deslocamento não podem significar menor acesso à informação, à educação em direitos e às ações institucionais.’
Material educativo e prevenção nas escolas
O TRT-11 desenvolverá material educativo em parceria com o PPGDA/UEA e o Projeto de Extensão Guardiões da Amazônia, com linguagem adequada ao público infantojuvenil. O material apresenta atitudes anticapacitistas para o cotidiano escolar, como não subestimar a capacidade de colegas com deficiência, perguntar antes de ajudar, respeitar diferentes formas de aprender e se comunicar e identificar barreiras na própria escola. Segundo a juíza Sâmara Nogueira, trabalhar o tema com estudantes amplia a dimensão preventiva da iniciativa e contribui para a construção de uma cultura anticapacitista.
Cronograma e locais
A primeira edição deste novo ciclo será em Codajás, no dia 10 de setembro de 2026, às 9h, no CETI Codajás – Rua Luis Pinheiro, s/nº, Bairro Grande Vitória. Em seguida, a campanha chega a Manicoré, em 25 de setembro de 2026, às 14h, na Escola Municipal de Tempo Integral Aristeu da Cunha Virgolino – Estrada do Sindicato, s/nº; e a Apuí, em 30 de setembro de 2026, às 14h, no Centro Educacional Padre Faliero – Rua da Comunicação, 379, Vila Nova. A programação em Manaus está marcada para 16 de outubro de 2026, às 9h, no Auditório do Fórum Trabalhista de Manaus Ministro Mozart Victor Russomano – Rua Ferreira Pena, nº 546, Centro, 9º andar.
A edição de Manaus será aberta à comunidade e reunirá profissionais, estudantes, servidores, magistrados e representantes de instituições públicas e privadas. O debate na capital abordará capacitismo, acessibilidade, adaptações razoáveis, eliminação de barreiras e prevenção ao assédio e à discriminação. Na mesma ocasião haverá o lançamento do livro ‘Capacitismo labor-ambiental: o preconceito (in)visível que exclui as pessoas com deficiência do mundo do trabalho’.
Rede de apoio e articulação
A articulação entre Justiça, instituições públicas, universidades e comunidade visa ampliar o alcance das ações e fortalecer uma rede de promoção da inclusão e de enfrentamento ao capacitismo no Amazonas. As atividades integram as ações da Justiça Itinerante e são realizadas com o apoio de instituições locais e estaduais.
Serviço: Campanha ‘Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio – Enfrentando o Capacitismo’
Cidade: Codajás-AM
Data: 10 de setembro de 2026, às 9h
Local: CETI Codajás – Rua Luis Pinheiro, s/nº, Bairro Grande Vitória
Cidade: Manicoré
Data: 25 de setembro de 2026, às 14h
Local: Escola Municipal de Tempo Integral Aristeu da Cunha Virgolino – Estrada do Sindicato, s/nº
Cidade: Apuí
Data: 30 de setembro de 2026, às 14h
Local: Centro Educacional Padre Faliero – Rua da Comunicação, 379, Vila Nova
Cidade: Manaus
Data: 16 de outubro de 2026, às 9h
Local: Fórum Trabalhista de Manaus Ministro Mozart Victor Russomano – Rua Ferreira Pena, nº 546, Centro, 9º andar
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Publicado em: 01/09/2026 às 11:11

