O deslocamento de equipes e materiais de saúde até comunidades ribeirinhas passou a exigir a combinação de lancha e caminhada durante a estiagem em Manaus. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), 14 comunidades estão isoladas pela redução do nível dos rios. A situação foi apresentada em reunião com representantes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Força Nacional do SUS, realizada em 12 de outubro de 2026, no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), em Adrianópolis, zona Centro-Sul.
Acesso às comunidades
De acordo com a Semsa, em algumas localidades as equipes conseguem avançar de lancha apenas até determinado trecho. Depois, os profissionais precisam concluir o percurso a pé, levando os materiais usados nos atendimentos. Para ampliar as condições de deslocamento, a secretaria propôs a aquisição de quadriciclos.
Atualmente, a Guarda Municipal de Manaus apoia o acesso a algumas comunidades com esse tipo de equipamento. A Semsa informou, porém, que pretende reforçar a estrutura disponível para facilitar o trabalho das equipes durante o período de estiagem.
Nebulização ainda depende de autorização
A reunião também abordou os efeitos da fumaça das queimadas e o atendimento a pessoas com problemas respiratórios. O secretário municipal de Saúde, Nagib Salém, afirmou que os atendimentos relacionados a esses problemas permanecem dentro da média dos últimos meses. Conforme a secretaria, a rede municipal continua monitorando os casos.
A Prefeitura de Manaus encaminhou ao Ministério da Saúde um documento para solicitar autorização para retomar a nebulização na Atenção Primária em cerca de 76 unidades de saúde. No momento da reunião, a liberação ainda era aguardada. A divulgação não informou prazo para a autorização nem para o início do serviço.
Vacinação contra o sarampo
A vacinação contra o sarampo foi outro tema discutido. A Semsa informou que a cobertura chega a 98% na primeira dose e a 84% na segunda. A secretaria relacionou a necessidade de ampliar a imunização à confirmação de casos da doença em municípios do Amazonas próximos à fronteira com o Peru.
Uma das propostas apresentadas foi o uso de unidades móveis para levar a vacinação a locais estratégicos e alcançar pessoas que ainda não completaram o esquema vacinal. Não foram detalhados, na divulgação, os locais previstos, o prazo para a operação ou metas específicas para elevar a cobertura da segunda dose.
Ponto fixo da Força Nacional
Durante o encontro, o superintendente do Ministério da Saúde no Amazonas, Henrique Medeiros, anunciou a instalação de um ponto fixo da Força Nacional do SUS em Manaus a partir de 20 de outubro. A estrutura ficará na sede da Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas e deverá apoiar ações nos estados do Amazonas e de Roraima.
O representante da Força Nacional do SUS, Ronan Benecase, afirmou que a presença da equipe na capital permitirá acompanhar as particularidades da região e apoiar municípios em situações emergenciais de saúde pública. A divulgação não apresentou detalhes sobre a composição da equipe, os recursos envolvidos ou as ações específicas previstas para o ponto fixo.
Fonte: Prefeitura de Manaus.