quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Cidades

Exigência para obras habitacionais motiva desocupação de área municipal em Manaus

Prefeitura afirma que terreno no Santa Etelvina precisa estar livre para receber 320 unidades dos projetos Morar Melhor 22 e 23, vinculados ao Minha Casa, Minha Vida.

A Prefeitura de Manaus informou que a desocupação realizada em 28 de outubro na avenida 7 de Maio, no bairro Santa Etelvina, zona Norte, foi necessária para cumprir exigências dos projetos habitacionais previstos para a área. Segundo o município, o terreno precisa estar livre e desocupado para ser destinado ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e viabilizar as obras.

Área terá 320 unidades habitacionais

O imóvel foi desapropriado pelo Decreto Municipal nº 5.814/2024 e instituído como Área de Especial Interesse Social, denominada AEIS 07 de Maio. A Prefeitura informou que o local receberá os empreendimentos Morar Melhor 22 e Morar Melhor 23, integrantes do programa Minha Casa, Minha Vida.

Os projetos preveem 320 unidades habitacionais para famílias que aguardam atendimento pela política pública de habitação. Conforme a administração municipal, estão previstos R$ 54,4 milhões em recursos federais, além de contrapartida financeira da Prefeitura e de valores destinados à desapropriação do imóvel.

Quarta operação no endereço

A ação foi descrita pelo município como uma desocupação administrativa de imóvel público, realizada diante de sucessivas ocupações consideradas irregulares pela Prefeitura. Essa foi a quarta operação no local.

Em vistoria realizada em setembro de 2026, foram identificadas aproximadamente 70 a 90 construções residenciais. Na ocasião, a estimativa municipal era de que entre 70 e 100 famílias ocupassem a área.

Justificativa apresentada

A Prefeitura afirmou que a medida foi adotada com base no poder de polícia administrativa e na autotutela dos bens públicos. Na avaliação do município, a ocupação indevida de um imóvel público configura detenção precária e, por isso, não haveria posse a ser protegida nem necessidade de uma ação judicial de reintegração.

Segundo a administração municipal, a permanência das ocupações poderia comprometer o cronograma, os investimentos públicos e o atendimento às famílias beneficiárias. A divulgação, contudo, não detalha prazo para o início ou a conclusão das obras.

Fonte: Prefeitura de Manaus.