A rede municipal de saúde de Manaus oferece diagnóstico e tratamento da malária em 81 estabelecimentos, segundo a Prefeitura. A estratégia prevê ampliar o serviço para 106 unidades no primeiro semestre de 2027, com a expectativa de alcançar toda a rede municipal até o fim do próximo ano.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a expansão tem como objetivo permitir que o tratamento seja iniciado em até 48 horas após o aparecimento dos sintomas. A pasta afirma que esse período é considerado importante para evitar o agravamento da doença.
Exame pode ser pedido diretamente na unidade
Dos pontos que atualmente oferecem o serviço, 43 estão distribuídos pelos distritos de saúde da área urbana e 38 ficam na zona rural. A população com febre ou outros sinais compatíveis com a malária pode solicitar o exame diretamente na recepção das unidades habilitadas, sem consulta médica prévia.
O diagnóstico pode ser feito por teste rápido ou pelo exame de gota espessa. Quando o resultado é positivo, o paciente é encaminhado para avaliação e início do tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação da rede também envolve a capacitação de profissionais da recepção, enfermagem, medicina, farmácia e gestão.
O planejamento para 2027 prevê completar, no primeiro semestre, a cobertura das unidades dos Distritos de Saúde Norte e Oeste. Na segunda metade do ano, a expansão deve avançar para os Distritos Leste e Sul.
Sintomas podem surgir após retorno à cidade
A Semsa informa que a transmissão ocorre principalmente em áreas rurais e periurbanas, além de balneários, sítios e regiões de mata. Como o período de incubação pode levar vários dias, os sintomas podem aparecer quando a pessoa já voltou para a área urbana e procura atendimento perto de casa.
Entre os sinais associados à doença estão febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza, náuseas e vômitos. A orientação da secretaria é que pessoas com esses sintomas, especialmente após frequentarem áreas de transmissão, procurem uma unidade que ofereça o exame. O teste também pode ser solicitado por quem esteve nesses locais semanas antes e não relacionou imediatamente a exposição ao início da febre.
Casos registrados em 2026
Dados da Vigilância Epidemiológica da Semsa indicam que Manaus registrou 6.177 casos de malária com local provável de infecção no município até 23 de outubro de 2026. Do total, 702 registros envolveram crianças, 498 foram identificados em idosos e 62 ocorreram em gestantes.
A maior concentração dos casos está no Distrito de Saúde Leste, especialmente nas regiões dos ramais do Brasileirinho e do Puraquequara. Segundo a secretaria, a ocupação humana em áreas próximas à mata tem aumentado a exposição ao mosquito transmissor. Também há registros de transmissão nas zonas Norte, Leste e Oeste, principalmente em áreas próximas a matas e igarapés.
Exame incluído no pré-natal
Outra medida informada pela Semsa é a inclusão do teste de malária na rotina do pré-natal, inclusive para gestantes sem sintomas. A secretaria afirma que a iniciativa busca identificar infecções assintomáticas e reduzir o risco de complicações durante a gravidez.
A Prefeitura orienta ainda o uso de repelentes, roupas de mangas compridas e calças durante a permanência em áreas de transmissão, além da redução da exposição aos mosquitos nos horários de maior atividade. A relação das unidades que oferecem diagnóstico e tratamento, com endereços e horários, está disponível no site da Semsa.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus






