Comissão aprova criação de política de assistência para pessoas com alergias

15/01/2026 – 16:06  

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Geraldo Resende: as alergias configuram um importante problema de saúde pública

A Comissão de saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, projeto de lei que cria a Política Nacional de Conscientização e Assistência às Pessoas com Alergias. A política define diretrizes para o diagnóstico, o tratamento e a inclusão de pessoas alérgicas no Sistema Único de saúde (SUS) e no ambiente escolar.
O texto aprovado estabelece que o SUS deverá:
promover campanhas sobre prevenção, diagnóstico e formas de tratamento das alergias;
estimular o treinamento contínuo de equipes de saúde para identificar e manejar crises alérgicas;
incentivar a produção de dados sobre a prevalência de alergias e seus fatores de risco; e
integrar as áreas da saúde e educação para garantir locais seguros e inclusivos para quem convive com o problema.
A comissão aprovou a versão do relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), ao Projeto de Lei 329/24, do deputado Célio Silveira (MDB-GO). “As alergias configuram um importante problema de saúde pública, com casos que variam de coceiras leves a crises graves de anafilaxia, que trazem risco iminente à vida”, afirmou Geraldo Resende.
O relator ajustou a proposta original para adequá-la às leis que regem o SUS. “Fizemos ajustes para alinhar o projeto à legislação já em vigor quanto à divisão de competências, ao processo de incorporação de tecnologias em saúde, e à articulação com políticas já existentes”, disse Resende.
Diretrizes e AtendimentoO NOVO texto incorpora também mudanças sugeridas pela Comissão de educação para simplificar as regras aplicadas às escolas, públicas e particulares, que deverão garantir condições adequadas para que alunos com alergias participem das atividades escolares com segurança.
Próximas etapasA proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e tributação; e de Constituição e justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo SouzaEdição – Marcia Becker

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