Comissão aprova política nacional para incentivar o uso racional da água

17/03/2026 – 18:02  

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Ricardo Ayres, relator do projeto de lei na CCJ

A Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) projeto de lei que cria uma política nacional para promover o uso racional da água. A proposta prevê ações governamentais para promover o uso consciente e eficiente dos recursos hídricos, além de combater o consumo abusivo.
De acordo com a Política Nacional de Racionalização no Uso e de Combate ao Desperdício de Água, o desperdício é definido como o volume de água potável perdido por uso abusivo ou má conservação das instalações.
Entre os objetivos da nova política estão:
promover o uso eficiente em sistemas de saneamento ambiental, incluindo o papel dos consumidores;
prevenir a escassez de água para consumo humano e outros usos essenciais;
contribuir para a universalização do saneamento com custos reduzidos para a sociedade;
melhorar os indicadores de desempenho dos prestadores de serviço e incentivar novas tecnologias; e
integrar a gestão com as políticas de saúde, meio ambiente e desenvolvimento urbano.
Por recomendação do relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), foi aprovado o substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) para o Projeto de Lei 596/24, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). “Os vícios formais e jurídicos identificados no texto original foram integralmente sanados pelo substitutivo”, destacou o relator na CCJ.
O texto da CDU, de autoria do deputado Toninho Wandscheer (PP-PR), faz ajustes técnicos para garantir a constitucionalidade da medida. O principal deles exclui do projeto a referência direta a programas criados por decretos e a instrumentos de gestão que já possuem legislação própria, como a cobrança pelo uso da água.
Para que a política saia do papel, o substitutivo define como instrumentos:
programas nacionais voltados ao combate ao desperdício e à eficiência energética no saneamento;
ações de regulamentação para o aproveitamento de água da chuva e águas servidas; e
o Plano Nacional de saneamento básico (Plansab).
Próximos passosA proposta segue para análise do Senado, a menos que haja recurso para que seja votada antes pelo Plenário da Câmara.
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Reportagem – Murilo SouzaEdição – Roberto Seabra

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