Estudo do Programa Ciência na Escola analisa produção e comercialização da farinha de mandioca no Amazonas

Pesquisa escolar investigou produção e comercialização da farinha de mandioca junto a alunos e produtores em Barreirinha.

A pesquisa coordenada por Emanuel Tavares da Cruz analisou quem produz e comercializa a farinha de mandioca, como ocorre a atividade e qual a percepção dos alunos durante o desenvolvimento do projeto, realizado no âmbito do Programa Ciência na escola (PCE), edital n° 002/2024, com apoio financeiro da Fapeam. O trabalho foi desenvolvido na escola Estadual professor Octaviano Cardoso, no distrito de Cametá do Ramos, município de Barreirinha (distante 331 quilômetros de Manaus), envolvendo estudantes do 2° ano do ensino médio.

Objetivo e metodologia

O objetivo foi compreender a dinâmica da produção e da comercialização da farinha de mandioca. Para isso, os organizadores promoveram leituras sobre o setor primário e a produção da farinha, realizaram visitas de campo a uma colônia da comunidade e envolveram agricultores locais nas atividades.

Durante as ações, foram aplicados questionários aos alunos para captar suas percepções e realizadas entrevistas semiestruturadas com produtores, com perguntas sobre modo de produção, comercialização e experiências pessoais. As atividades integraram teoria e prática por meio de observação no ambiente de trabalho do agricultor e de leituras bibliográficas ligadas ao ensino de geografia.

Resultados e interpretações

A pesquisa levou em consideração que a produção de farinha de mandioca é uma prática comum em comunidades tradicionais da região Norte, parte da agricultura familiar e do setor primário, além de constituir fonte de renda e herança cultural. Segundo Emanuel Tavares da Cruz, professor de geografia da Secretaria de Estado de educação e Desporto Escolar (SEDUC), “a pesquisa foi de importância significativa para os alunos ao relacionarem os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula com a prática através da observação no ambiente de trabalho do agricultor, utilizando-se de leituras bibliográficas por meio dos aportes teóricos da geografia”.

O coordenador acrescentou que a expectativa a longo prazo é que o projeto sirva de exemplo para dinamizar o ensino de geografia, incentivando o protagonismo da população local e contribuindo para a manutenção de sua identidade cultural. “Queremos trazer esperanças para alunos e professores, quanto à prática docente, na busca por um ensino de mais qualidade, dinâmico, reflexivo, democrático, efetivo e realista”, afirmou.

Apoio da Fapeam e do Programa Ciência na escola

Emanuel Tavares definiu o apoio da Fapeam como fundamental. De acordo com o coordenador, o incentivo financeiro permitiu aos pesquisadores desenvolver a investigação científica e contribuir para o âmbito educacional, impulsionando o desenvolvimento científico na escola.

O Programa Ciência na escola (PCE) é voltado à participação de professores e estudantes de escolas públicas estaduais do Amazonas e de escolas municipais de Manaus e Tefé em projetos de pesquisa científica e inovação tecnológica a serem desenvolvidos nas escolas. O PCE apoia a participação de estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e da 1ª à 3ª série do ensino médio, incluindo modalidades como educação de jovens e adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e Projeto Avançar.

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