Estudo no viveiro da UEA em Itacoatiara testou recipientes, substratos e adubos e doou mais de 50 mil mudas à comunidade.
O projeto “Produção de mudas de espécies florestais de importância socioeconômica na Amazônia”, coordenado por Victor Alexandre Hardt Ferreira dos Santos, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), realizou testes para identificar os melhores recipientes, substratos e adubos para a produção de mudas florestais. A pesquisa ocorreu no âmbito do Programa Biodiversa/Fapeam: CT&I para Ambiência e Biodiversidade no Estado do Amazonas – Ano I, edital nº 007/2021, no Viveiro Florestal do Centro de Estudos Superiores (Cesit) da UEA, em Itacoatiara (distante a 176 km da capital).
Metodologia e participantes
Os experimentos foram conduzidos com a participação de alunos do curso de Engenharia Florestal da UEA e do curso técnico em Agropecuária do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), em Itacoatiara. Para ampliar a divulgação, foram realizadas visitas guiadas ao viveiro para alunos de escolas da REDE de ensino.
Foram analisadas mudas de espécies como Castanheira-da-Amazônia (Bertholletia excelsa), Tachi-branco-da-terra-firme (Tachigali vulgaris), Andiroba (Carapa guianensis), Cumaru (Dipteryx odorata), Cardeiro (Scleronema micranthum), Angelim-vermelho (Dinizia excelsa), Parapará (Jacaranda copaia), Pau-rosa (Aniba rosodora), Pau-pretinho (Cenostigma tocantinum) e Jutairana (Cynometra bauhiniifolia).
Resultados e impacto social
Conforme o coordenador, os experimentos geraram dados sobre os tipos de substratos e recipientes mais adequados para a produção de mudas e promoveram ações de educação ambiental. As mudas produzidas foram doadas a moradores da zona urbana e rural de Itacoatiara, além de instituições e empresas envolvidas com recuperação ambiental na região. As doações ocorreram em datas comemorativas relacionadas ao meio ambiente.
“A produção de mudas no viveiro permitiu a capacitação de alunos de graduação e ensino técnico. A difusão da atividade de produção de mudas beneficia jovens e crianças da região, e a doação de mais de 50 mil mudas até o momento”, explicou Victor Alexandre.
O pesquisador afirmou também que os resultados sobre substratos, recipientes e técnicas podem tornar a produção de mudas mais eficiente e acessível. Segundo ele, o uso de resíduos agroflorestais locais reduz custos e impactos ambientais.
Apoio da Fapeam e infraestrutura
Victor Alexandre destacou que o apoio da Fapeam foi fundamental para a execução do projeto. Foram disponibilizados recursos financeiros que permitiram a aquisição de equipamentos e insumos, além da contratação de bolsistas para suporte técnico às atividades de pesquisa.
“Foram adquiridos equipamentos e insumos necessários para a condução dos experimentos, além de contratação de bolsistas, garantindo suporte técnico às atividades de pesquisa. O financiamento possibilitou a participação ativa de alunos de graduação e ensino técnico, promovendo formação prática e científica na área de produção de mudas florestais”, concluiu o coordenador.
Sobre o programa Biodiversa/Fapeam
O programa Biodiversa/Fapeam apoia propostas de pesquisa científica, tecnológica e de inovação coordenadas por pesquisadores residentes no Amazonas e vinculados a instituições de pesquisa ou ensino superior. O foco é caracterização, conservação, restauração, uso sustentável do meio ambiente e exploração sustentável da diversidade amazônica, com vistas a subsidiar políticas públicas de conservação no estado.
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