Organizações e artesãos reforçam a importância do ofício para preservação cultural e geração de renda durante o 19/03.
A Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam) reafirmou nesta quinta-feira, 19/03, o compromisso com a valorização do artesanato indígena no estado do Amazonas. A ação enfatiza a conexão entre o trabalho manual, a ancestralidade e o etnodesenvolvimento, e busca estimular a geração de renda nas comunidades, segundo a própria fundação.
Participação e relatos dos artesãos
No município de São Gabriel da Cachoeira, a artesã indígena Alda Baré, natural da região situada a 852 quilômetros de Manaus, disse que a data tem significado cultural e econômico. “Este é um dia muito importante para nós. O artesanato faz parte da minha cultura e também da minha sobrevivência. É um conhecimento que aprendi com meus avós e meus pais, e que sigo levando adiante com muito orgulho”, afirmou.
Em Barreirinha, a 331 quilômetros de Manaus, o artesão Yuri Sateré destacou o valor simbólico da atividade e a necessidade de reconhecimento. “É um dia especial, que merece ainda mais valorização. O artesanato acompanha a humanidade desde o início da vida e faz parte da nossa essência. Hoje, fico feliz em parabenizar todos os artesãos indígenas da Amazônia brasileira”, disse.
Impacto socioeconômico e práticas tradicionais
Além do aspecto cultural, o artesanato indígena contribui para a autonomia financeira das famílias. A produção utiliza, muitas vezes, matérias-primas da floresta e reflete o conhecimento transmitido entre gerações. De acordo com representantes da Fepiam, iniciativas voltadas ao etnodesenvolvimento buscam integrar preservação de saberes e geração de renda.
As ações destacadas pela Fundação incluem apoio à comercialização e estímulo à valorização das práticas tradicionais. Conforme relatos dos artesãos, manter e repassar técnicas é também uma forma de proteger identidade e história comunitária.
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