A Fundação de Vigilância em saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de saúde (SES-AM), divulgou nesta quarta-feira (07/01) o informe epidemiológico de esporotricose humana e animal referente ao período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025. Foram notificados 2.534 casos humanos, dos quais 1.996 foram confirmados e 223 seguem em investigação; o documento registra um óbito.
Casos humanos
De acordo com o informe, os 1.996 casos confirmados referem-se a residentes em diversas cidades do estado, com predominância em Manaus (1.862). Outras localidades com casos confirmados são Presidente Figueiredo (39), Barcelos (31), Iranduba (18), Manacapuru (11), Rio Preto da Eva (11), Maués (9) e Itacoatiara (4).
Esporotricose animal
No mesmo período, foram notificados 4.947 casos de esporotricose em animais no Amazonas, com 4.607 confirmações. Segundo o informe, 2.367 animais estavam em tratamento e foram registradas 2.215 eutanásias/óbitos. A maioria dos casos envolve gatos (97,6%); cães correspondem a 2,4% dos registros. Dos animais afetados, 65,6% eram machos.
Notificação e orientações
A FVS-RCP também publicou a Nota Técnica nº 001/2026 com orientações aos serviços de saúde. O documento reforça que a esporotricose humana foi incluída na lista nacional de notificação compulsória, conforme a portaria nº 6.734/2025, do Ministério da saúde. A principal recomendação é que todos os casos suspeitos ou confirmados sejam notificados imediatamente no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
A notificação é obrigatória em todo o estado e deve ser realizada por profissionais de saúde diante de lesões de pele que não cicatrizam, especialmente quando houver histórico de contato com gatos, outros animais doentes ou com solo e plantas. A íntegra do documento está disponível no site da FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br).
Transmissão e prevenção
A esporotricose é causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes no solo, em cascas de árvores e em vegetação em decomposição. A transmissão para pessoas ocorre quando o fungo entra em contato com a pele ou mucosas por meio de ferimentos, como espinhos, lascas de madeira ou palha contaminada. Animais infectados podem transmitir a doença por arranhaduras, mordeduras, lambeduras, secreções respiratórias e contato com lesões cutâneas ou nas mucosas.
Como medida de prevenção, a FVS-RCP recomenda que cães e gatos não circulem sem supervisão para reduzir o risco de exposição. Em casos suspeitos em pessoas ou animais, a orientação é buscar atendimento médico ou veterinário especializado o quanto antes.
O informe epidemiológico completo está disponível no site da FVS-RCP: www.fvs.am.gov.br.
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