O governador Wilson Lima comandou, nesta segunda-feira (09/02), a primeira reunião de 2026 do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para alinhar ações de prevenção e pronta-resposta à cheia dos rios no Amazonas. O encontro reuniu secretarias estaduais e órgãos do sistema de proteção e defesa civil, com o objetivo de garantir rapidez no atendimento às comunidades ribeirinhas, agricultores e municípios mais isolados antes do pico da subida dos rios.
Acompanhamento hidrológico
O monitoramento hidrológico indica que as nove calhas de rios já estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média, principalmente nas regiões oeste e centro-sul do Amazonas. A estimativa é de impacto direto em 35 municípios, alcançando cerca de 173 mil famílias e mais de 690 mil pessoas.
Atualmente, o município de Eirunepé está em situação de emergência. Outros 11 municípios estão em alerta: Boca do Acre, Canutama, Carauari, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Pauini e Tapauá. Treze municípios permanecem em atenção, com acompanhamento contínuo das equipes técnicas: Amaturá, Apuí, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Humaitá, Jutaí, Maraã, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé e Tonantins.
Medidas de assistência
A prioridade, segundo o governador Wilson Lima, é antecipar as medidas de apoio humanitário e estruturar a resposta antes do pico da enchente, reduzindo impactos sociais, econômicos e de saúde pública. Entre as ações previstas estão o envio de cestas básicas, água potável, caixas d’água e purificadores do programa Água Boa, kits de higiene e limpeza, medicamentos e a compra de alimentos da agricultura familiar para reforçar a segurança alimentar.
saúde e educação
A área da saúde reforçou o plano de contingência com distribuição de kits de medicamentos específicos para o período de cheia, abastecimento de vacinas e soros, além do monitoramento diário de doenças de veiculação hídrica, como leptospirose, diarreias, malária e dengue. O Barco Hospital São João XXIII deve ser direcionado aos municípios prioritários.
Na educação, o Estado preparou alternativas pedagógicas, como o programa Aula em Casa, com videoaulas por meio do Centro de Mídias de educação do Amazonas (Cemeam), caso escolas sejam afetadas. As equipes também acompanham possíveis impactos no transporte escolar e no fornecimento de merenda por meio do programa Merenda em Casa, que distribui kits alimentares aos estudantes com dificuldades de acesso às unidades.
Operação e monitoramento
De acordo com o secretário da Defesa Civil do Amazonas, Francisco Máximo, o pico da cheia nas calhas do Juruá e do Purus PODE ocorrer de forma antecipada, já nas próximas semanas, o que exige mobilização imediata do Estado para garantir abastecimento, transporte, atendimento de saúde e assistência às comunidades isoladas.
O Corpo de Bombeiros intensificou a Operação Inverno Amazônico, com reforço de equipes para atuação em deslizamentos e erosões de margens, enquanto órgãos ambientais e do setor primário monitoram perdas na produção rural e orientam agricultores a minimizar prejuízos.
Com o alinhamento das ações, o Governo do Amazonas busca garantir resposta rápida e coordenada, minimizando prejuízos à mobilidade, ao abastecimento, à produção rural e à qualidade de vida das populações mais vulneráveis durante o período de cheia.
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