O Laboratório Central de saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) e o Laboratório de Fronteiras (Lafron), vinculados à Fundação de Vigilância em saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), processaram 289.821 mil processos laboratoriais em 2025, reforçando o monitoramento e a resposta a doenças no estado. Os procedimentos envolveram amostras da capital e do interior e incluíram análises em biologia molecular, vigilância sanitária e diagnósticos de notificação compulsória.
Resultados e distribuição
Desses processos, 263.568 exames e ensaios laboratoriais foram processados pelo Lacen-AM a partir de amostras da capital e do interior do Amazonas. O Lafron realizou 26.253 procedimentos laboratoriais na região do Alto Solimões, com foco em diagnósticos, vigilância sanitária e testes avançados.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, afirmou: “Aprimoramos o teste para detectar uma condição crucial na malária vivax e ampliamos o uso de um medicamento que possibilita sua cura radical. Avançamos também na identificação de vírus respiratórios e doenças transmitidas por mosquitos, além de expandir o diagnóstico para tuberculose, leishmaniose, hanseníase, infecções virais e algumas infecções de pele”.
O diretor do Lacen-AM, Marco Aurélio Oliveira, declarou que as iniciativas priorizam a detecção precoce e a tomada de decisões “embasadas em dados confiáveis” e visam o fortalecimento da saúde pública na região Norte.
capacitação e integração da REDE
As ações incluíram capacitações presenciais e virtuais, visitas técnicas a municípios do interior e suporte direto a unidades hospitalares, promovendo maior integração entre vigilância epidemiológica e vigilância laboratorial. Segundo a FVS-RCP, o fortalecimento da REDE estadual de laboratórios teve papel central nas rotinas de análise e no fluxo de informação para os serviços de saúde.
O diretor do Lafron, Herton Dantas, que coordena as atividades em Tabatinga, a 1.108 quilômetros de Manaus, ressaltou a relevância dessas medidas para a região do Alto Solimões, na tríplice fronteira com Colômbia e Peru. “A circulação contínua de populações flutuantes entre essas cidades impõe desafios para o controle e a prevenção da disseminação de vírus e outras doenças. Os serviços atualizados fazem parte do processo para tornar a REDE de saúde coletiva mais resistente e eficiente frente às particularidades dessa região estratégica”, avaliou.
Vigilância laboratorial em evidência
Ao longo de 2025, Lacen-AM e Lafron reforçaram o controle de doenças e o monitoramento epidemiológico por meio da realização de milhares de exames e ensaios. De acordo com as diretrizes nacionais de saúde pública, os laboratórios atuaram seguindo protocolos que permitiram disponibilizar informações para a tomada de decisão e a proteção da população.
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