Manaus avança na implantação de ovitrampas em 2026 para monitoramento do Aedes aegypti nas quatro zonas

Semsa apresentou metodologia e cronograma para instalar 240 ovitrampas por Disa a partir de fevereiro de 2026.

A Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Secretaria Municipal de saúde (Semsa) realizou, nesta quinta-feira, 29/1, no complexo de saúde Oeste, bairro da Paz, zona Oeste, reunião para detalhar a metodologia de implantação do sistema de ovitrampas que será adotado em 2026 no controle do Aedes aegypti em Manaus. Técnicos e gestores de Vigilância em saúde e Controle das Arboviroses dos Distritos de saúde (Disas) Norte, Sul, Leste e Oeste participaram do encontro.

Como funciona o sistema de ovitrampas

Conforme explicou o chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Alciles Comape, as ovitrampas são recipientes de plástico com palhetas de madeira Eucatex instaladas em domicílios em pontos estratégicos. Em áreas com circulação do mosquito, as fêmeas do Aedes aegypti depositam os ovos nas palhetas.

Após alguns dias da instalação, os agentes de saúde irão retirar as palhetas para verificar a quantidade de ovos produzida em cada área. As palhetas com os ovos serão encaminhadas ao laboratório para contagem e registro do quantitativo, permitindo contabilizar e mapear os locais com maior presença do mosquito e orientar ações de controle em comunidades de maior risco.

Planejamento e cobertura inicial

De acordo com o planejamento da Semsa, devem ser instaladas 240 ovitrampas em cada uma das quatro zonas urbanas de Manaus (Norte, Sul, Leste e Oeste), em bairros ou localidades selecionadas. A prioridade inicial são os 18 bairros apontados como de Alta Vulnerabilidade no 4º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (4º LIRAa), realizado em novembro de 2025.

Segundo Alciles Comape, a ideia é instalar, no prazo de duas semanas, 240 ovitrampas por Disa em imóveis localizados na área central entre nove quarteirões. A instalação será feita primeiramente nos 18 bairros com maior vulnerabilidade, mas a programação tem flexibilidade: se houver melhora no indicador de infestação ou redução no número de casos notificados, as ações podem migrar para outros locais ao longo do ano.

Após a instalação, as ovitrampas devem ser retiradas pelos agentes de saúde no prazo de cinco a seis dias, ou seja, antes do nascimento das larvas do mosquito, para evitar que o dispositivo se torne criadouro. Os dados de contagem serão usados para mapear áreas de maior risco e orientar intervenções.

Os 18 bairros identificados no 4º LIRAa de 2025 são: Tarumã-Açu, Tarumã, Cidade Nova, Parque 10 de Novembro, Flores, Aleixo, Jorge Teixeira, Gilberto Mestrinho, Zumbi, São José Operário, Compensa, Centro, Santa Etelvina, Colônia Terra Nova, Alvorada, Nova Esperança, Santo Antônio e Petrópolis.

Casos e orientação à população

No ano passado, o município de Manaus registrou 1.237 casos confirmados de dengue, redução de 52,7% em comparação com 2024, quando foram registrados 2.615 casos. A Semsa registrou ainda 10 casos confirmados de zika e 79 de chikungunya em 2025.

O chefe do Núcleo de Controle de Agravos Transmitidos por Aedes da Semsa, Edvaldo Raimundo Rocha, afirmou que, mesmo com a nova estratégia, a população deve manter a atenção e executar ações de prevenção, seguindo o checklist semanal para identificar e eliminar possíveis criadouros nos domicílios. Ele lembrou que as notificações ocorrem de forma uniforme ao longo do ano e que, em 2025, municípios do interior do Amazonas e estados vizinhos tiveram surtos e epidemias, o que exige vigilância contínua.

Alciles Comape acrescentou que a reunião com técnicos e gestores dos Disas foi o primeiro momento para esclarecer como será realizado o trabalho ao longo do ano e que serão programadas reuniões com cada Disa para construir de forma conjunta a metodologia de trabalho em cada território.

Texto – Eurivânia Galúcio/Semsa

Fotos – Divulgação/Semsa

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