Manaus encerra campanha Janeiro Roxo com caminhada para reforçar ações contra a hanseníase no bairro Colônia Antônio Aleixo

caminhada no bairro Colônia Antônio Aleixo marcou o fim da campanha Janeiro Roxo e reforçou orientação sobre diagnóstico e tratamento.

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de saúde (Semsa), encerrou nesta sexta-feira, 30/1, a campanha Janeiro Roxo com uma caminhada de sensibilização no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste. A atividade teve como objetivo divulgar informações sobre hanseníase, combater o preconceito e orientar a população sobre o acesso em tempo oportuno ao diagnóstico e ao tratamento.

Casos registrados e contexto

Este ano, Manaus já registrou seis casos novos de hanseníase, sendo que em 2025 o número chegou a 106 casos novos da doença. A comparação com 2025 foi apresentada pela organização como referência do acompanhamento epidemiológico.

Ações das unidades de saúde e capacitação

A diretora do Distrito de saúde Leste, Rosângela Castro, acompanhou a programação e destacou a parceria entre os serviços de saúde e a sociedade civil, escolas, igrejas e associações na sensibilização da população. De acordo com Rosângela, todas as unidades de saúde da Prefeitura estão capacitadas para o diagnóstico e tratamento, e há articulação com a sociedade civil para reduzir o preconceito, já que a hanseníase tem cura e, após o início do tratamento com medicamentos, o paciente deixa de transmitir a doença.

A chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase (Nuhan/Semsa), enfermeira Ana Cristina Malveira, avaliou de forma positiva a campanha de janeiro. Segundo ela, as unidades intensificaram a oferta de busca ativa de casos suspeitos, avaliação clínica para identificar novos casos, exames dermatológicos, aplicação do Questionário de Suspeição da Hanseníase (QSH) e testagem de pessoas que são contatos de pacientes confirmados.

Ana Cristina informou que as unidades realizaram ações educativas, palestras e rodas de conversa para informar sobre sintomas e reforçar a importância do exame de pele. A caminhada que encerrou a campanha integrou essa programação, com a mensagem de que a hanseníase tem cura e que o tratamento e os medicamentos são oferecidos gratuitamente pela REDE municipal.

Atenção continuada e acompanhamento

Além do atendimento aos pacientes em tratamento, a REDE municipal mantém acompanhamento dermatológico e fisioterápico para pessoas que já tiveram hanseníase, com reavaliação da situação de saúde e monitoramento de familiares e contatos de casos confirmados.

Transmissão e sintomas

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. A transmissão ocorre de pessoa infectada sem tratamento para pessoa sadia por meio de gotículas de saliva eliminadas na fala, tosse ou espirro. As chances de transmissão são maiores quando o contato é próximo e prolongado.

Os sintomas incluem manchas na pele e sequelas neurais, como perda da força muscular nas mãos e nos pés, sensações de formigamento e câimbras, perda dos pelos das sobrancelhas e dos cílios. As manchas podem ser avermelhadas, brancas ou marrons, com redução da sensibilidade ao frio, calor e dor, e áreas sem pelos nem suor.

Parceria com a sociedade civil

O conselheiro de saúde Paulo Guerreiro, morador do bairro e diretor do projeto social Lar da Mariazinha, participou da programação e ressaltou a importância do trabalho filantrópico no apoio ao poder público, tanto na prevenção quanto no cuidado a pessoas com sequelas.

Para os organizadores, a campanha foi encerrada, mas as ações de busca e atenção à hanseníase continuarão ao longo do ano nas unidades de saúde municipais, com o objetivo de identificar casos e reduzir a invisibilidade da doença.

Texto – Eurivânia Galúcio/Semsa

Fotos – Divulgação/Semsa

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