A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), da Prefeitura de Manaus, realizou, na quinta-feira, 26/2, o matriciamento do Hospital Dom Orione e do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos, ambos no estado do Tocantins. A ação ocorreu por meio do projeto “Qualificação do Modelo de Gestão e Atenção em Maternidades Estratégicas da REDE Alyne”, do Ministério da saúde, e teve como objetivo qualificar as práticas de contato pele a pele nas maternidades tocantinenses, em formato de teleconferência.
Matriciamento e objetivo
O encontro remoto visou transmitir protocolos e fluxos adotados pela Moura Tapajóz para incentivar o contato imediato entre mãe e recém-nascido. A iniciativa foi motivada pelo desempenho institucional da unidade, que alcançou 88% de realização de contato pele a pele na primeira hora de vida, considerando todos os partos ocorridos no ano de 2025.
De acordo com o Ministério da saúde, o contato pele a pele iniciado imediatamente após o nascimento traz benefícios clínicos, especialmente para bebês prematuros.
Resultados e explicações técnicas
A diretora da Moura Tapajóz, enfermeira obstetra Núbia Pereira da Cruz, explicou benefícios da prática: “Essa prática contribui para incentivar o início e manutenção da amamentação; favorece a estabilização de parâmetros vitais logo após o nascimento, como frequência cardíaca e glicemia; e ainda auxilia no estabelecimento de uma microbiota saudável”.
A presidente do Comitê Hospitalar de Aleitamento Materno da Maternidade Moura Tapajóz, médica neonatologista Briza Rocha, afirmou que o comitê tem trabalhado desde a sua criação, há menos de dois anos, para capacitar e sensibilizar a equipe e institucionalizar fluxos e protocolos. Segundo ela, essas ações já geraram impacto positivo nos indicadores de 2025.
Estratégias adotadas na prática
A equipe apresentou técnicas específicas para viabilizar o contato pele a pele mesmo em partos cirúrgicos, categoria em que há mais barreiras. A enfermeira Dione Fonseca destacou a criação de um campo fenestrado com janela para facilitar a passagem do recém-nascido direto para o colo da mãe durante a cesariana, permitindo que essas mães também tenham a experiência do contato imediato.
Compartilhamento e continuidade
Núbia Cruz ressaltou a importância do compartilhamento de experiências: “Nosso objetivo sempre é de fortalecer as práticas assistenciais, estimular a troca de experiências e promover a qualificação contínua do cuidado materno-infantil, seja aqui ou em outro estado do país, pois, dessa forma, todos saímos ganhando”. A diretora indicou que a troca de conhecimento seguirá como estratégia para ampliar as práticas assistenciais.
Texto – Marcella Normando/Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa
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