A Operação Tamoiotatá anunciou, durante o último dia do Workshop de Avaliação realizado nesta quinta‑feira (05/02), a ampliação da área de atuação e avanços logísticos para o combate ao desmatamento e às queimadas no Amazonas. O encontro consolidou a inclusão de três novos municípios prioritários, a atualização do plano estadual de prevenção e o fortalecimento da capacidade operacional por meio de veículos, pessoal e conectividade.
Ampliação de municípios e atualização do PPCDQ‑AM
A abrangência da operação passa de nove para 12 municípios a partir de 2026. Agora, além de Lábrea, Boca do Acre, Apuí, Manicoré, NOVO Aripuanã, Humaitá, Canutama, Tapauá e Maués, a Tamoiotatá atenderá Itapiranga, Autazes e a capital Manaus.
A mudança está alinhada à atualização do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Amazonas (PPCDQ‑AM), coordenado pela Casa Civil e elaborado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA). Segundo o secretário Eduardo Taveira, a priorização passou a incorporar dados de degradação florestal além dos índices tradicionais. “Até então, os critérios de priorização consideravam principalmente os índices de desmatamento e queimadas. Com a atualização do PPCDQ‑AM, passamos a incorporar também os dados de degradação florestal, o que exige uma atuação preventiva e integrada nos municípios que vêm apresentando esse tipo de pressão ambiental”, afirmou.
Frota e efetivo ampliados
No final de 2025, por meio do programa Floresta em Pé, foi firmado um contrato de locação que permitiu a atuação simultânea de 13 picapes nas fases mais recentes da operação. A ampliação da frota possibilitou expandir frentes de trabalho e a presença estatal nas áreas prioritárias.
Com o NOVO cenário logístico, o efetivo em campo passou de cerca de 25 para 48 profissionais, segundo o tenente‑coronel Talisson Botelho, chefe do Departamento de Planejamento Integrado da Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada de Segurança (Seagi). “A gente vai conseguir esse ano ter as duas equipes no terreno, ocupando duas bases ao mesmo tempo, ou seja, partindo de dois municípios‑sede para atender onde a viatura alcançar. E, além disso, teremos duas guarnições da polícia Militar em cada uma das equipes, de forma a fortalecer a segurança no terreno”, explicou.
Mais tecnologia
Para melhorar a comunicação nas áreas remotas, a SEMA adquiriu quatro unidades de internet via satélite Starlink, sendo uma instalada em base fixa e as demais embarcadas nas viaturas. Também foram contratados pacotes de dados para equipamentos de localização e comunicação SPOT X e SPOT Gen4, que passarão a operar com cobertura ativa.
Novos parceiros
A integração interinstitucional foi ampliada: a partir de 2026, o Departamento de Perícia Técnica Ambiental da polícia Civil do Amazonas integrará oficialmente a força‑tarefa, atuando em campo e por análises técnicas remotas quando necessário. No combate às queimadas, o programa Floresta em Pé viabilizou a implantação de duas bases do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas em Apuí e Boca do Acre, além da entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs) e da contratação de brigadistas florestais.
Sobre a operação
A Tamoiotatá é a maior força‑tarefa contínua do Governo do Amazonas para repressão ao desmatamento, às queimadas e à degradação florestal. Realizada anualmente desde 2021, integra a SEMA, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP‑AM), a Seagi e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Participam também o Batalhão de Policiamento Ambiental da polícia Militar do Amazonas, a delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) da polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, com apoio da Defesa Civil estadual e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), entre outros órgãos federais.
Programa Floresta em Pé
A operação conta com recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento, com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) como agência implementadora. Ao todo, mais de R$ 33 milhões estão sendo investidos em ações de comando e controle no Amazonas.
O workshop consolidou medidas operacionais e institucionais que passam a orientar as ações da Tamoiotatá entre 2026 e 2028, com foco em prevenção, monitoramento e resposta coordenada contra pressões sobre a floresta.
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