Procon-AM esclarece atuação e limites legais sobre preço dos combustíveis no Amazonas

Procon-AM reforça papel fiscalizador e detalha procedimentos diante do aumento do preço dos combustíveis no Amazonas.

O Procon-AM informou como atua frente ao aumento do preço dos combustíveis e por que não tem competência para reduzir ou tabelar valores. A explicação foi dada em resposta às demandas de consumidores do Amazonas que reclamam das variações recentes nos postos. Conforme o órgão, os preços são formados por fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do dólar, a carga tributária e os custos logísticos, e a fixação de valores depende de legislação federal.

Base legal e formação de preços

No Brasil, os valores dos combustíveis são definidos em regime de liberdade de preços, segundo a Lei Federal nº 9.478/1997 (Lei do Petróleo). Não há tabelamento; empresas do setor determinam os preços de acordo com variáveis de mercado. No Amazonas, a privatização da Refinaria do Amazonas (REAM) também influenciou a formação dos preços, já que a gestão privada define comercialização e margens conforme suas políticas internas.

Como o Procon-AM age na fiscalização

De acordo com o diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, a atuação do órgão é técnica e baseada em documentos. “Nossa atuação é baseada na análise das notas fiscais e na verificação da evolução dos preços. Quando identificamos aumentos que não se justificam dentro da cadeia de custos, abrimos procedimento para apurar possível abusividade”, destacou.

Quando há suspeita de aumento injustificado, o estabelecimento é autuado e tem até 48 horas para apresentar as notas fiscais de compra junto à distribuidora e de venda ao consumidor. Com esses documentos, o Procon analisa se o posto repassou custos ou elevou preços sem justificativa.

Se forem encontradas inconsistências, o posto é novamente autuado e tem 20 dias para entregar documentos complementares, como relatórios de estoque. Caso não comprove a necessidade do reajuste, o estabelecimento responde a processo administrativo que PODE resultar em multa. O órgão informa que a sanção PODE variar entre R$ 20 mil e mais de R$ 100 mil.

Fiscalização integrada na cadeia de combustíveis

A fiscalização do setor envolve diferentes órgãos conforme a etapa da cadeia. A ANP atua na Refinaria do Amazonas (REAM) e nas distribuidoras. Nos postos, a fiscalização é integrada entre Procon-AM, ANP, INMETRO/IPÊM, SEFAZ e o Ministério Público.

O Procon-AM ressaltou que qualquer mudança para reduzir ou fixar preços dependeria da criação de legislação federal específica que autorizasse controle ou tabelamento.

Assuntos nesse artigo:

#combustiveis, #preco, #preco-dos-combustiveis, #procon-am, #proconam, #refinaria-do-amazonas, #ream, #privatizacao, #anp, #distribuidoras, #postos, #fiscalizacao, #notas-fiscais, #multas, #processo-administrativo, #cadeia-de-combustiveis, #carga-tributaria, #dolar, #cotacao-internacional, #estoque

Compartilhe este arquivo