Programa Futuras Cientistas estimula alunas do Amazonas a desenvolver produtos alimentícios com cubiu

Programa conecta alunas e professoras da REDE pública do Amazonas à pesquisa em ciência e tecnologia por meio do uso do cubiu.

As alunas Maria Gabriela Porto e Ana Luiza Neri, inscritas na 3ª edição do programa Futuras Cientistas, desenvolveram iogurte natural, sorvetes, caldas e frutas cristalizadas a partir do Cubiu durante atividades coordenadas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pela REDE estadual de ensino. O projeto foi idealizado pela professora Eyde Bonatto e executado sob a orientação da professora de Química Alyne Ribeiro, com atividades teóricas, coleta de dados em laboratório e visitas à universidade.

Desenvolvimento do projeto

Coordenado e idealizado por Eyde Bonatto, titular da faculdade de ciências Agrárias da UFAM, o projeto “Futuras Cientistas no Desenvolvimento de Produtos Alimentícios na Amazônia” foi colocado em prática por Maria Gabriela, do Centro de educação de Tempo Integral (Ceti) professor Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, e por Ana Luiza, da escola Estadual Cívico-Militar Ângelo Ramazzotti. De acordo com o registro das atividades, as estudantes aplicaram metodologias da tecnologia de alimentos e realizaram análises sensoriais para avaliar sabor, aroma, textura, cor e aceitação dos produtos.

Com atividades teóricas diárias, captação de dados para pesquisa em laboratório e diversas visitas à universidade, as alunas tiveram oportunidade de aprofundar conhecimentos e vivenciar rotinas de pesquisa. Em relação à experiência, Ana Luiza disse: “Com todas as pesquisas que fizemos, fui criando um interesse maior por Agronomia e Engenharia de Alimentos. Eu, particularmente, iria para uma área mais artesanal. Nunca pensei que meu sonho pudesse ser cursar algo nessa área, aqui na UFAM, mas agora é uma vontade que tenho”.

Impacto educacional e integração escola-pesquisa

Para a orientadora Alyne Ribeiro, a iniciativa fortalece o protagonismo feminino na ciência e promove a integração entre escola e pesquisa, utilizando a biodiversidade amazônica como ferramenta de educação e desenvolvimento sustentável. “Esse projeto vem justamente para gerar nas meninas a vontade de fazer ciência. Elas precisam saber que tem essa escolha. O ideal é que elas escolham participar desse projeto para gerar nelas ainda mais inspiração e interesse”, afirmou a professora.

Segundo a estudante Maria Gabriela, participar do projeto foi a porta de entrada para conhecer áreas pouco ocupadas por mulheres no mercado de trabalho. “É uma experiência totalmente nova porque não costumamos ter amplas possibilidades de participar de um projeto com essa temática, ainda mais sendo mulheres. Então, pra mim, é uma sensação completamente diferente”, declarou a aluna.

Sobre o programa

Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o programa Futuras Cientistas começou a ser realizado em 2012 pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) e, desde 2023, passou a ter abrangência nacional. A iniciativa busca estimular o contato de alunas e professoras da REDE pública com as áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e matemática) e contribuir para a equidade de gênero nesses campos.

A apresentação dos resultados finais dos projetos inscritos nesta edição ocorre no dia 28 de janeiro. Ainda este ano, as alunas amazonenses serão convidadas a apresentar o projeto na Semana Acadêmica de Agronomia da UFAM, realizada pela faculdade de ciências Agrárias.

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