Projeto leva oficinas gratuitas de teatro do oprimido a Coari, Iranduba e Rio Preto da Eva em janeiro de 2026

Oficinas gratuitas em Teatro do Oprimido atendem públicos diversos em três municípios do interior do Amazonas.

O projeto “Oficinas formativas em Teatro do Oprimido: possíveis experimentações para narrativas (auto)biográficas no ensino de ciência e a vida”, com apoio do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e economia criativa e do Governo Federal via Política Nacional Aldir Blanc, inicia em janeiro nova etapa de atividades em Coari, Iranduba e Rio Preto da Eva, oferecendo oficinas gratuitas destinadas a públicos em situação de vulnerabilidade social. As ações ocorrem em datas e locais específicos e combinam jogos, improvisações, exercícios de criação cênica e encenações coletivas.

Programação e locais

Em Coari, distante 363 quilômetros de Manaus, as atividades serão realizadas nos dias 6 e 7 de janeiro de 2026 na Associação Pestalozzi, em parceria com o músico Kerby Groove, atendendo crianças e adolescentes. A carga horária diária está prevista das 8h às 16h.

Na terceira semana de janeiro, o projeto segue para Iranduba, distante 27 quilômetros de Manaus, com oficinas no Lar Terapêutico Ágape voltadas a homens jovens, adultos e idosos em processo de reabilitação. As atividades terão duração de dois dias, também com carga horária diária das 8h às 16h.

Em Rio Preto da Eva, distante 57 quilômetros de Manaus, as oficinas ocorrerão no Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, atendendo homens e mulheres no horário das 8h às 16h.

Objetivos, metodologia e equipe

O projeto, desenvolvido pelo Coletivo Allegriah, fundamenta-se na metodologia do Teatro do Oprimido, criada por Augusto Boal, e é desdobramento da pesquisa de mestrado da coordenadora Jackeline Monteiro, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em ensino de ciências na educação básica (PPEGEEC) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo a coordenadora Jackeline Monteiro, as oficinas buscam promover a inclusão social e ampliar o acesso à linguagem teatral. “Todo o processo das oficinas formativas desenvolvidas nesses espaços busca possibilitar que o teatro chegue a públicos que, muitas vezes, não têm acesso a essa linguagem artística, criando oportunidades de escuta, expressão e fortalecimento coletivo”, explica a coordenadora.

O arte-educador e oficineiro Leandro Lopes afirma que a metodologia contribui para processos de reflexão coletiva e reconhecimento do território. “O Teatro do Oprimido permite que cada participante se reconheça como sujeito ativo da cena e da própria história, fortalecendo vínculos comunitários e a participação social”, enfatiza.

Continuidade das atividades

As ações previstas para janeiro dão continuidade às atividades já realizadas em NOVO Airão e Manaus. Em NOVO Airão, as oficinas abordaram temas relacionados à preservação ambiental e ao território amazônico. Em Manaus, as atividades ocorreram no Centro Espírita Casa do Caminho e culminaram na montagem e apresentação do espetáculo “Um Sonho de Natal”, realizado em 20 de dezembro.

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