Seminário Juventude Amazônica discute prevenção da gravidez na adolescência e qualifica atendimento no Amazonas

Seminário reúne gestores e profissionais para qualificar a assistência e ampliar o acesso às políticas públicas de saúde voltadas a jovens de 10 a 19 anos.

A Secretaria de Estado de saúde (SES-AM) realiza, nesta terça e quarta-feira (24 e 25/03), o seminário “Juventude Amazônica: conhecer para decidir, Agir para transformar!”, no auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus. O encontro visa fortalecer as políticas públicas voltadas à saúde dos jovens do estado, com ênfase na prevenção da gravidez na adolescência, por meio da qualificação da assistência, ampliação do acesso e integração entre setores.

Participantes e objetivo

O seminário reúne representantes dos municípios do Amazonas, do Ministério da saúde (MS), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) e do Tribunal de justiça do Amazonas (TJAM). Participam também profissionais da REDE pública e privada, coordenadores municipais e representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Segundo a secretária de Estado de saúde, Nayara Maksoud, a iniciativa foca em preparar as equipes. “A qualificação contínua dos profissionais é um eixo fundamental para o aprimoramento da assistência. Estamos preparando as equipes para um atendimento mais qualificado, acolhedor e voltado às necessidades dos jovens”, afirmou.

Resultados esperados

Entre os principais resultados previstos está a qualificação dos profissionais da REDE, para tornar o atendimento mais resolutivo. De acordo com a organização, outra meta é ampliar o acesso qualificado aos serviços de saúde para a população de 10 a 19 anos, com foco na prevenção da gravidez precoce e na oferta de cuidado integral.

A coordenadora-geral de Atenção à saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da saúde, Luciana Almeida, destacou a inclusão da oferta de métodos contraceptivos de longa duração (LARC) na pauta do evento. “Os métodos contraceptivos de longa duração são altamente eficazes e adequados para o público adolescente, especialmente pela praticidade e segurança no uso. Temos observado uma adesão crescente e resultados bastante positivos entre as jovens que já utilizam o método, que PODE ser ofertado a partir dos 14 anos. Ampliar o acesso e garantir que essas adolescentes tenham suas necessidades contraceptivas atendidas de forma qualificada representa um avanço importante para o SUS”, afirmou.

Produtos e integração entre políticas

A secretária executiva adjunta de Políticas de saúde da SES-AM, Diana Lima, informou que o seminário terá como produto a construção coletiva de instrumentos práticos para a REDE. “Como produto da oficina, teremos a elaboração coletiva entre os diferentes atores da proteção social, de um fluxo de atendimento para casos de suspeita ou confirmação de gravidez na faixa etária de 10 a 19 anos, no âmbito da política de saúde. Esse protocolo visa assegurar uma resposta articulada e eficaz entre os diversos níveis de atenção”, afirmou.

A iniciativa integra o Planejamento Anual de saúde (PAS) 2026, por meio da Coordenação Estadual de saúde dos Adolescentes e Jovens, e o Plano de Ação de Qualificação no Atendimento de Crianças e Adolescentes em Situação de violência, desenvolvido pela Secretaria Executiva Adjunta de Políticas de saúde, em parceria com a Gerência de educação na saúde e Humanização da SES-AM.

Para a enfermeira Esmirna Marques, que atua na REDE, a troca de experiências tem resultado prático. “Para nós, que atuamos diretamente na REDE, este evento é extremamente relevante, sobretudo no fortalecimento das ações voltadas à saúde e à prevenção da gravidez na adolescência, além de contribuir para aprimorar os fluxos de atendimento e para a atualização das equipes, considerando os avanços na área e as demandas do cotidiano”, destacou.

Programação

Durante os dois dias de programação serão realizadas conferência magna, painéis, mesas-redondas e oficinas. Entre os temas estão o cenário da gravidez na adolescência no Amazonas, vulnerabilidades em populações ribeirinhas e indígenas, métodos contraceptivos no SUS e a garantia de direitos de crianças e adolescentes.

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