UTI Aérea do Amazonas amplia voos e transferências e se destaca pela cobertura territorial

Serviço apresentado na Expo saúde Amazonas é apontado como referência por cobertura e aumento de operações

A UTI Aérea do Amazonas foi destaque na Expo saúde Amazonas: Tecnologia, Gestão e Resultados, realizada na segunda-feira (28/01), no Centro de Convenções Vasco Vasques. Reconhecida como o maior serviço aeromédico das Américas, a UTI Aérea do Amazonas opera por meio do Complexo Regulador do Estado e, em termos de cobertura territorial, fica atrás apenas do sistema usado no Alasca. Em 2019, o serviço realizava em média um voo por dia; em 2025 esse número subiu para até oito voos diários, totalizando cerca de 250 transferências por mês de pacientes que saem de hospitais no interior para atendimento de alta complexidade em Manaus.

Ampliação do sistema e da frota

A implantação de um NOVO sistema operacional, aliada à ampliação significativa da frota nos últimos anos, consolidou o serviço como referência internacional no transporte sanitário em áreas de difícil acesso. Conforme dados apresentados na exposição, o aumento das frequências e a modernização das operações permitiram ampliar a capacidade de transferências regulares entre municípios do interior e a capital.

Segundo a secretária de Estado de saúde, Nayara Maksoud, a logística aérea é essencial no estado por causa das grandes distâncias, rios extensos e comunidades de difícil acesso. “Essa singularidade exige um olhar diferenciado do poder público, com soluções estratégicas que garantam que o cuidado chegue a todos, no tempo certo, independentemente da localização do paciente, com segurança e suporte especializado”, afirmou a secretária.

Transporte terrestre e tecnologia de regulação

Na feira, a Secretaria de Estado de saúde (SES-AM) também mostrou a modernização do transporte sanitário terrestre. Entre as inovações está a ambulância de suporte avançado, capaz de transportar dois pacientes graves simultaneamente, concebida para apoiar o trânsito entre o aeroporto e o hospital quando os pacientes chegam de UTI Aérea em Manaus.

Os visitantes conheceram, na prática, o funcionamento do Sistema de Transferência de Emergência Regulada (Sister). O Sister é a tecnologia usada pela SES-AM para dar maior agilidade e eficiência às transferências de urgência entre o interior e a capital. Modelo no Brasil, a ferramenta regula e controla as transferências realizadas por unidades de terapia intensiva aérea e terrestre entre hospitais do interior e da capital.

Segundo o coordenador da Central de Regulação do Amazonas, Roberto Maia, o sistema permite comunicação direta entre o médico do Complexo e o hospital de origem da demanda. “Antes, uma transferência podia levar de três a quatro dias. Hoje, em muitos casos, conseguimos concluir todo o processo em cinco ou seis horas. Isso representa um ganho enorme para a vida do paciente e para a eficiência do serviço”, afirmou Maia.

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