17/11/2025 – 11:55
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Lei teve origem em projeto da deputada Erika Kokay
A Lei 15.263/25, publicada nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da UNIÃO, determina que os órgãos públicos usem linguagem simples para se comunicar com a população. A lei foi sancionada na sexta-feira (14), com um veto.
Linguagem simples é o conjunto de técnicas usadas para a transmissão clara de informações. Um dos objetivos é permitir que o cidadão encontre, compreenda e utilize facilmente as informações divulgadas pelos órgãos públicos.
PrincípiosA Lei 15.263/25 cria a Política Nacional de Linguagem Simples e estabelece como princípios:
reduzir a necessidade de intermediários na comunicação entre o poder público e o cidadão;
reduzir os custos administrativos e o tempo gasto no atendimento ao cidadão;
promover a transparência e o acesso à informação pública;
facilitar a participação popular e o controle social; e
facilitar a compreensão da comunicação pública por pessoas com deficiência.
Técnicas de linguagem simplesA nova lei lista 18 técnicas de linguagem que devem ser usadas pelos órgãos públicos na comunicação com o cidadão. Entre elas:
usar frases curtas e em ordem direta;
preferir palavras comuns, de fácil compreensão;
evitar palavras estrangeiras;
usar listas, tabelas e recursos gráficos;
evitar frases intercaladas;
evitar palavras desnecessárias ou imprecisas;
usar linguagem acessível à pessoa com deficiência;
quando a mensagem for dirigida a comunidades indígenas, o texto deve ser publicado em português e também na língua dos destinatários.
Projeto da CâmaraA nova lei teve origem no PL 6256/19, da deputada Erika Kokay (PT-DF), aprovado pela Câmara em outubro.
VetoO presidente Lula vetou um trecho que obrigava os órgãos públicos a definir um servidor para fazer o tratamento das informações em linguagem simples.
Para o Palácio do Planalto, a medida é inconstitucional porque leis sobre o funcionamento da administração pública só podem ser propostas pelo chefe do Poder Executivo.
Com informações da Agência SenadoEdição – Rachel Librelon
