Comissão aprova projeto que prevê uso de ferramentas digitais para incentivar doação de sangue

12/01/2026 – 09:47  

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Texto aprovado é o substitutivo do relator, Icaro de Valmir

A Comissão de saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, proposta que prevê o uso de instrumentos digitais pelo governo federal para incentivar a doação voluntária e regular de sangue no país.
Pela proposta aprovada, o Ministério da saúde poderá utilizar meios e estratégias digitais de engajamento para promover, registrar e acompanhar doações voluntárias e regulares de sangue.
O objetivo é modernizar o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (Sinasan) e fortalecer a cultura de doação.
O texto estabelece que os instrumentos digitais deverão:
facilitar o agendamento de doações e o acesso a informações sobre estoques e locais de coleta;
permitir o registro eletrônico das doações e o acompanhamento do histórico do doador;
apoiar campanhas de conscientização e fidelização de doadores; e
observar as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.
O Ministério da saúde também poderá promover a integração desses instrumentos com o Sistema Único de saúde (SUS) e celebrar parcerias para a transformação digital em saúde.
O texto aprovado é a versão do relator, deputado Icaro de Valmir (PL-SE), para o Projeto de Lei 1967/25, do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ). A proposta original instituía uma nova Política Nacional de Incentivo à Doação Voluntária de Sangue por Meio Digital. De Valmir, no entanto, propôs alterações para evitar a sobreposição de normas, mantendo a coerência com o ordenamento jurídico.
Campanhas e reconhecimentoAs ações de incentivo e reconhecimento a doadores regulares poderão incluir mecanismos simbólicos ou educativos.
Além disso, o texto permite que campanhas educativas e de mobilização social utilizem meios digitais e plataformas de comunicação social para ampliar o alcance das ações de conscientização e engajamento.
Próximas etapasA proposta aprovada será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e tributação; e de Constituição e justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo SouzaEdição – Ana Chalub

Compartilhe este arquivo