CHS promove capacitação em Libras para ampliar inclusão e qualificar atendimento a pessoas surdas

Oficinas mensais de Libras no Complexo Hospitalar Sul treinam recepção e ampliam acesso a pacientes surdos.

O Complexo Hospitalar Sul (CHS), da Secretaria de Estado de saúde (SES-AM), realizou oficinas de Libras nos dias 27 e 28 de janeiro. A ação, promovida pela Supervisão de ensino e Pesquisa do CHS, integra as atividades de educação Permanente em saúde da unidade e tem como objetivo capacitar colaboradores para qualificar o acolhimento de pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

Objetivo e público-alvo

A primeira etapa do projeto foi direcionada aos profissionais do Serviço de acolhimento, setor responsável pelo primeiro contato com pacientes e acompanhantes. Esse momento exige comunicação clara e acessível para garantir o correto direcionamento do atendimento e a segurança do paciente.

Conteúdo e instrutora

As oficinas são ministradas por Julyana Martins, assistente administrativa do CHS que é surda e é licenciada em Letras–Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Segundo a organização, Julyana já atuou na Associação dos Surdos de Manaus (ASMAN), no Instituto Filippo Smaldone, na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), além de atividades internas no próprio CHS por meio da Agir. “Para os profissionais da recepção, ter essa noção básica já ajuda muito a estabelecer uma comunicação”, afirmou Julyana Martins.

Motivação e avaliação interna

O supervisor de ensino e Pesquisa do CHS, Deyvidy Oliveira, explicou que a iniciativa nasceu da percepção de como a falta de comunicação PODE gerar frustração e insegurança. “É muito ruim você não ser compreendido. Imagina no básico, você sentindo dor e o outro não entender. Foi a partir dessa necessidade que pensamos em disseminar a Libras entre os nossos colaboradores”, disse Deyvidy Oliveira.

O treinamento também tem impacto direto para colaboradores com deficiência auditiva. A auxiliar administrativa do CHS com grau de surdez, Terezinha de Jesus, afirmou: “Para mim é muito bom, porque a gente que é surdo enfrenta muita dificuldade. Ter alguém que possa se comunicar através da Libras faz toda a diferença”.

Para a psicóloga hospitalar Kamylla Gomes, as oficinas contribuem para reduzir barreiras culturais e melhorar o serviço. “Vejo como de grande valia essa oportunidade que o hospital está oferecendo aos colaboradores. É uma quebra de barreira em relação à cultura e isso facilita o acesso das pessoas surdas à nossa unidade”, ressaltou.

Próximos passos

De acordo com a supervisão do CHS, a proposta é ampliar as capacitações para outros setores da unidade. A meta é fortalecer uma cultura institucional inclusiva e alinhada às boas práticas assistenciais, em consonância com os princípios do Sistema Único de saúde (SUS) e da Política Nacional de Humanização.

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