A Defesa Civil do Amazonas realizou, nesta terça-feira (03/02), uma reunião com representantes dos setores de comunicação, telecomunicações e radioamadores para apresentar o prognóstico hidrometeorológico e discutir estratégias de atuação diante dos possíveis cenários de cheia e estiagem previstos para 2026. O encontro foi coordenado pelo chefe do Departamento de Defesa Regional, tenente Fabiano Vieira, e buscou fortalecer a integração entre as instituições para aprimorar o monitoramento e a resposta a eventos climáticos no estado.
Integração e planejamento
Durante o encontro, foram debatidos cenários climáticos, métodos de análise e a importância da troca contínua de informações entre os órgãos participantes. Conforme os organizadores, a cooperação tem como objetivo antecipar impactos e ampliar a segurança da população, com atenção especial às áreas mais vulneráveis. Em sua fala, o tenente Fabiano Vieira destacou: “Esse encontro é fundamental para alinhar informações, integrar os órgãos envolvidos e fortalecer o planejamento das ações de prevenção e resposta. A atuação conjunta permite antecipar cenários, melhorar a tomada de decisões e garantir a continuidade dos serviços essenciais, especialmente durante eventos climáticos extremos.”
Contribuições técnicas
A superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Jussara Maciel, ressaltou a relevância da integração técnica entre as instituições. Segundo ela, o SGB trabalha com séries históricas consolidadas de mais de 40 anos de monitoramento, o que amplia a capacidade de resposta, especialmente em áreas onde não há estações. “O SGB atua com dados de séries históricas consolidadas, com mais de 40 anos de monitoramento. A integração com a Defesa Civil é fundamental, especialmente em áreas onde não há estações, permitindo compreender melhor os eventos climáticos e suas respostas”, explicou.
O representante da Agência Nacional de telecomunicações (ANATEL), Severino Júnior de Santana, reforçou o papel da agência na articulação entre os setores. “A ANATEL atua promovendo essa integração entre os setores de comunicação e telecomunicações, contribuindo diretamente para a manutenção e continuidade dos serviços essenciais”, afirmou.
Estratégias discutidas
Entre as ações alinhadas estão o fortalecimento das redes de comunicação emergencial, a ampliação dos canais de alerta e o alinhamento de operações conjuntas para assegurar o funcionamento dos serviços essenciais durante os períodos de cheia e estiagem no Amazonas. Os participantes avaliaram métodos de análise e formas de manter fluxo de informações entre as instituições para facilitar a tomada de decisão em cenários críticos.
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