Lesões ortopédicas no Carnaval aumentam por uso inadequado de calçados e levam pacientes ao HPS Platão Araújo

Entre os casos mais comuns atendidos nesse período de festas estão as entorses de tornozelo, fascite plantar e tendinites nos membros inferiores

No Hospital e pronto-socorro (HPS) Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, que faz parte da Secretaria de Estado de saúde (SES-AM), pacientes têm procurado atendimento durante o período de Carnaval por lesões ortopédicas decorrentes de longos períodos em pé e uso inadequado de calçados. Os casos mais frequentes são entorses de tornozelo, fascite plantar, tendinites nos membros inferiores, metatarsalgia, além de quedas e contusões provocadas por falta de estabilidade.

Casos mais atendidos e causas

Segundo a equipe do HPS Platão Araújo, a sobrecarga no sistema locomotor associada à folia explica o aumento dos atendimentos. O uso indevido de sapatos é apontado como uma das principais causas das lesões que chegam à unidade da SES-AM. Após a folia, dores na sola do pé, cansaço muscular e leve inchaço nos tornozelos costumam melhorar em até 48 horas, de acordo com o gerente de Reabilitação do HPS, fisioterapeuta Victor Azevedo.

A secretária de Estado de saúde, Nayara Maksoud, alerta para a prevenção e aponta que cuidados simples podem evitar problemas. “Carnaval é uma época de alegria e diversão, que não deve ser comprometida por algo que poderia ser prevenido, a partir de cuidados simples”, afirma.

Sinais de alerta para procurar emergência

Victor Azevedo ressalta que alguns sinais indicam a necessidade de atendimento imediato no serviço de emergência. São eles: dor intensa ou progressiva; inchaço que dificulta apoiar o pé no chão; dor localizada no calcanhar ou tornozelo; sensação de estalo ou instabilidade. “Nesses casos, buscar atendimento rapidamente é fundamental para evitar agravamento das lesões e garantir uma recuperação segura”, frisa.

Escolha ideal de calçado

Do ponto de vista da saúde, o calçado recomendado para acompanhar as bandas e bloquinhos é o tênis fechado, estável e com bom amortecimento. Esse tipo de calçado protege contra impactos repetitivos, reduz a instabilidade do tornozelo e diminui a sobrecarga nas articulações dos pés, joelhos e coluna.

Segundo Victor Azevedo, mesmo o tênis PODE se tornar problema se estiver em más condições. Modelos muito antigos, com amortecimento gasto, solado liso ou tamanho inadequado aumentam o risco de escorregões, bolhas, compressão dos pés, dormência e dores no tendão de aquiles.

O uso de sandálias, especialmente rasteirinhas, e chinelos não é recomendado, porque oferecem proteção mínima. Esses calçados estão associados a maior risco de entorses, quedas, sobrecarga da fáscia plantar, tendinites, cortes e pisões. Eles não absorvem impacto, não estabilizam o calcanhar e exigem esforço excessivo da musculatura do pé para se manterem firmes.

Foto: Francisco Mourão e Evandro Seixas / SES-AM e Deborah Ferreira / Platão Araújo

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