Deputado defende proibição de armas para pessoas sob medida protetiva; veja a entrevista

23/02/2026 – 13:12  

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3874/23, que proíbe a posse, o porte e a compra de armas e munições por pessoas sob medida protetiva.
Em entrevista à Rádio Câmara nesta segunda-feira (23), o relator do texto, deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA), explicou que a medida impede a posse, o porte e a compra de armas e munições para quem estiver em cumprimento de medida protetiva com base na Lei Maria da Penha.
Para quem valeA restrição vale para todo cidadão com autorização de porte e posse de armas, inclusive profissionais da segurança pública, das Forças Armadas e da segurança privada, além de caçadores, atiradores e colecionadores (CACs).
Pelo texto, o juiz ou a autoridade responsável pela medida protetiva deve comunicar o fato:
à polícia Federal (responsável pelo controle de armas para caçadores),
ao Exército (responsável pelo controle de armas para atiradores esportivos), e
às empresas de segurança privada onde eventualmente o agressor possa trabalhar.
“Qualquer cidadão que seja objeto de medida protetiva e que tenha legalmente autorizado o porte ou a posse de arma, seja ele profissional da área de segurança pública ou não, terá imediatamente esse porte e essa posse suspensos”, explicou Mendes. “E essa arma será recolhida”, acrescentou.
FeminicídiosO deputado lembrou que o número de feminicídios tem crescido no país e que “grande parte desses crimes é cometida com armas de fogo cujos donos são proprietários regulares dos armamentos”.
“É uma coisa absurda que uma pessoa que seja objeto de uma medida protetiva não tenha imediatamente cancelado o seu direito de portar aquela arma de fogo”, criticou o parlamentar.
Próximos passosAprovado pela Comissão de Segurança Pública, o projeto, de autoria do deputado Max Lemos (PDT-RJ), está agora na Comissão de Constituição e justiça. O texto tramita em regime de urgência e PODE ser votado a qualquer momento direto no Plenário.
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Da Rádio CâmaraEdição – Natalia Doederlein

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