24/02/2026 – 11:02
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Para Amom Mandel, medidas de segurança devem ser parte obrigatória do serviço
O Projeto de Lei 6659/25 obriga empresas que atuam no transporte público coletivo a manter programa de prevenção e combate ao assédio e à violência contra a mulher. O programa pretende melhorar a segurança de mulheres e de pessoas vulneráveis em ônibus, trens, metrôs e embarcações.
A Câmara dos Deputados analisa a proposta.
Pelo texto, empresas com concessão ou permissão para atuar no transporte coletivo devem instalar câmeras de vigilância em veículos e terminais, com gravações acessíveis às autoridades. Além disso, o projeto estabelece:
treinamento obrigatório e periódico para que os funcionários saibam como Agir em casos de assédio;
criação de canais diretos para denúncias e acolhimento das vítimas; e a
divulgação de materiais educativos e informativos sobre o combate à violência de gênero.
As medidas são incluídas na Lei das Concessões de Serviços Públicos e passam a fazer parte das cláusulas essenciais do contrato de concessão do serviço.
Ambiente protegidoO autor, deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), afirma que a iniciativa busca transformar o transporte público em um ambiente de acolhimento e proteção, combatendo a cultura de medo que muitas vezes afasta as mulheres desses espaços.
“A falta de regras legais claras deixa a proteção das mulheres nas mãos da decisão dos gestores ou da verba das concessionárias. Isso faz com que medidas de segurança sejam vistas como extras, e não como parte obrigatória do serviço”, disse.
Próximas etapasA proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de defesa dos direitos da Mulher; de Viação e Transportes; de Finanças e tributação; e de Constituição e justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo SouzaEdição – Marcia Becker
