Peritos do DPTC e do Instituto de Criminalística aplicam técnicas de informática forense para recuperar dados e gerar provas digitais.
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), por meio do Departamento de polícia Técnico-Científica (DPTC), tem utilizado a informática forense para analisar celulares, notebooks, computadores e pendrives, conforme o trabalho realizado pelo Setor de Informática Forense (SIF) do Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista (IC-LSB). O procedimento consiste na extração técnica de dados com softwares avançados para transformar vestígios digitais em evidências para investigações e decisões judiciais.
Perícia técnica e cadeia de custódia
Os exames são feitos por peritos especialistas do IC-LSB. Segundo a perita do SIF e mestre em informática Vivian Lane, todo o processo de extração exige rigor técnico e conhecimento especializado, porque qualquer falha PODE comprometer as evidências. “Nós procuramos manter a evidência sempre com o mínimo de interação possível com o equipamento. A gente faz a preservação seguindo todos os critérios da cadeia de custódia”, explica Vivian.
Ferramentas e métodos
Entre os equipamentos usados está o “Inseyets Cellebrite”, ferramenta mencionada pelos peritos para extração e análise de dados digitais, que permite acessar conteúdos mesmo em dispositivos protegidos. “Um ponto interessante é que o equipamento forense faz uma cópia integral do material, então isso inclui os arquivos apagados. Uma das atividades da perícia é estabelecer quando aquele software foi utilizado, quem utilizou, o que fez e passou para qual aplicativo e, fazendo a análise dos arquivos a gente PODE estabelecer uma linha do tempo que é fundamental para as investigações”, afirmou Vivian.
Impacto nas investigações
O perito criminal Erley Soares, especialista em Perícia Criminal e Segurança Pública que atua na Informática Forense, afirmou que a atuação do setor foi determinante para esclarecer casos complexos e, em algumas situações, reverter versões iniciais apresentadas durante a investigação policial. “Temos um caso de pedofilia em que mãe veio como vítima e saiu como acusada, pois por meio de provas no aparelho celular foi comprovado que ela era conivente com o crime”, relatou o perito.
Outro exemplo recente envolveu dúvidas sobre o funcionamento de um sistema hospitalar. A perícia digital incluiu a análise do sistema informatizado, com verificação de registros de atividades e banco de dados, o que permitiu avaliar inconsistências e rastrear ações realizadas por usuários.
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