Prefeitura de Manaus reforça alerta sobre descarte irregular de lixo e destaca ações para reduzir alagações na cidade

O Judiciário

Em meio ao rigoroso período de chuvas que atinge Manaus, o vice-prefeito e secretário de Obras, Renato Junior, fez um novo alerta à população, nesta quinta-feira, 3/4, sobre os impactos do descarte incorreto de lixo. A capital produz mais de 2,3 mil toneladas de resíduos por dia, o equivalente a cerca de 575 caminhões caçamba cheios, e boa parte desse lixo acaba indo parar em bueiros, igarapés e redes de drenagem, agravando as alagações e provocando danos à infraestrutura urbana.

“O que mais encontramos nas caixas coletoras são sacolas plásticas, embalagens, garrafas PET, restos de móveis e até eletrodomésticos jogados de forma irregular. Enquanto isso continuar, o lixo vai voltar, entope bueiros, alaga ruas, polui a cidade. Precisamos de uma mudança de consciência coletiva”, afirma Renato.

Publicidade
Ad image

Só em 2025, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), realizou a ampliação de 828 drenagens profundas, desobstruiu 1.378 bueiros e realizou 1.420 limpezas de bocas de lobo, dentro de um cronograma intensivo de manutenção urbana. As ações se estendem também aos igarapés da capital: mais de 470 mil metros cúbicos de sedimentos foram retirados das fozes dos igarapés São Raimundo, Educandos e Tarumã no primeiro mandato.

Dentro das comunidades, as ações são complementadas por projetos estruturantes. Um dos principais é a revitalização do igarapé do Mindu, o maior da capital, com cerca de 22 quilômetros de extensão, cortando áreas densamente povoadas da zona Centro-Sul e Leste. O igarapé é crucial para o escoamento das águas da chuva, mas há anos sofre com o assoreamento e a poluição causados pelo descarte irregular de resíduos.

A Unidade Executora do Programa de Infraestrutura Urbana e Ambiental (UEP-Seminf) coordena a execução do Parque Linear I (PL1), no trecho entre o Centro de Vigilância e a ponte da avenida Autaz Mirim. O projeto contempla a requalificação urbana e ambiental, com ações como execução de macro e microdrenagem, contenção das margens com gabião e capim vetiver, urbanização, plantio de grama, execução de sarjetas, calçadas, passarelas e uma nova ponte. O contrato da obra está avaliado em R$ 25,8 milhões.

Publicidade
Ad image

Serviços

Entre os serviços já executados até dezembro de 2024, estão: 1.160 metros de macrodrenagem; 8.350 metros quadrados de gabião para proteção de margens; 7.900 metros quadrados de plantio de grama; 36 bocas de lobo duplas; 2.700 metros quadrados de passeio para pedestres; 1 passarela construída.

Ainda serão realizados: 1.760 metros de macrodrenagem; 231 mil unidades de capim vetiver; 54 mil metros quadrados de grama; 87 bocas de lobo duplas; 1 ponte e mais uma passarela para pedestres.

As medidas fazem parte de um esforço contínuo para melhorar a drenagem da cidade, mitigar os efeitos das chuvas e garantir mais qualidade de vida à população. Além das obras estruturais, a prefeitura mantém ações de educação ambiental em escolas, ensinando crianças a cuidarem do igarapé do Mindu e a fazerem o descarte correto do lixo.

“Fizemos tudo isso e ainda mais. Mas o desafio é coletivo. Se cada um fizer sua parte, a cidade agradece”, reforça o vice-prefeito Renato Junior.

— — —

Texto – Alessandra Taveira/Vice-Prefeitura

Fotos – Carlos Oliveira/Vice-Prefeitura

Compartilhe este arquivo