Prefeitura inicia etapa presencial do curso Acesso e Cuidado em Saúde à população LGBTQIAPN+

O Judiciário

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), iniciou, nesta quinta-feira, 27/2, a etapa presencial do curso Acesso e Cuidado em Saúde à População LGBTQIAPN+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexual, Pansexual, Não-Binário +), no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS).

Nessa etapa presencial, realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), localizada no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul, das 8h às 12h, e das 14h às 17h, o curso foi direcionado para 20 profissionais da rede municipal de saúde, entre gestores e responsáveis por áreas técnicas da Semsa.

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De acordo com chefe da Divisão de Promoção da Equidade às Populações Vulneráveis da Semsa, Celso de Souza Cabral, o curso foi desenvolvido com o apoio da Escola de Saúde Pública (Esap), utilizando conteúdo on-line e atividades presenciais, com o objetivo de qualificar o atendimento e a oferta de serviços para a população LGBTQIAPN+.

“A intenção é ofertar o curso para profissionais de todos os pontos de atendimento da rede, incluindo aqueles que trabalham na recepção das unidades de saúde. Mas a ideia de capacitar primeiro gestores e técnicos responsáveis pelas ações de saúde, é para que eles possam ter as informações e aptidão necessária para apoiar os profissionais que estão no início da cadeia de atendimento, esclarecendo as dúvidas que surgem”, explicou Celso Cabral.

A primeira etapa foi realizada utilizando a plataforma de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), da Esap, com 80 vagas disponibilizadas. Nas etapas presenciais, os participantes foram divididos em quatro turmas.

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O conteúdo programático inclui quatro aulas abordando os temas: Política de Equidade à População LGBTQIAPN+; Acolhimento e Humanização; Considerações sobre Saúde Mental da População LGBTQIAPN+; e Prevenção e Cuidado no Contexto das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV/Hepatites Virais (HV).

Uma das palestrantes foi a professora Lidiany de Lima Cavalcante, pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que abordou o tema “Políticas de Equidade à População LGBTQIAPN+”. A professora destacou que, de forma geral, a temática é desafiadora e ainda considerada polêmica na sociedade, mas que a qualificação dos profissionais e as políticas públicas são extremamente importantes para dar visibilidade à população LGBTQI+.

“A Atenção Básica é a porta de entrada para o SUS e devemos oferecer formação para os profissionais. Sabemos, inclusive com pesquisas no Brasil, que a maioria dos profissionais de saúde não tem formação específica para atender esse público e o curso é uma oportunidade para que eles tenham acesso a essa formação”, afirmou Lidiany Cavalcante.

A assistente social Graciete Carvalho, técnica responsável pelos programas de Saúde Indígena e Saúde do Idoso no Distrito de Saúde (Disa) Oeste, participou da primeira etapa presencial do curso e apontou a importância da capacitação para a atuação dos profissionais na rotina de atendimento.

“No primeiro momento, foi possível abordar a importância do acolhimento e esclarecer sobre os termos e as diferenças nas terminologias, e tem sido uma experiência enriquecedora. Temos idosos e indígenas que estão nesse grupo de pessoas, e a capacitação vai ser importante na atuação profissional nessas duas áreas de trabalho”, destacou Graciete.

A assistente social lembrou ainda que a capacitação dos profissionais que atuam nos serviços que são porta de entrada para o SUS deverá fortalecer o acesso da população LGBTQIAPN+ aos serviços de saúde.

“Especialmente será muito importante a formação dos profissionais que atuam na recepção das unidades de saúde, já que a gente sabe que o primeiro momento do acolhimento tem impacto na vida de quem procura o atendimento”, comentou Graciete.

O curso terá continuidade com mais três turmas com a participação de gestores e representantes das áreas técnicas das diretorias de Atenção Primária, Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e de Saúde do Trabalhador, Atenção Especializada e Apoio Diagnóstico e Inteligência de Dados, além do Conselho Municipal de Saúde e dos Distritos de Saúde Norte, Sul, Leste, Oeste e Rural.

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Texto e fotos – Eurivânia Galúcio/Semsa

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