As condições de transporte e infraestrutura em áreas de difícil acesso foram discutidas durante a programação da tarde do seminário “Custo Amazônico: o preço da distância e os desafios da infraestrutura”, realizado nesta quinta-feira (29). O encontro foi promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM).
Realizado no auditório do TCE-AM, o evento reuniu especialistas e representantes de instituições públicas. As discussões abordaram formas de adaptar orçamentos e projetos de infraestrutura às características territoriais e logísticas da região amazônica.
Referências para o transporte fluvial
O gerente executivo do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), Diego de Lira Andrade, apresentou a metodologia usada na elaboração de referências de preços e estudos relacionados ao transporte fluvial.
Na sequência, o professor Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), explicou a elaboração de composições de custos que levam em conta o tipo de embarcação, o tempo de viagem e as operações de carga e descarga.
O prefeito de Breves (PA), José Antônio Azevedo Leão, relatou dificuldades enfrentadas pelo município em razão da ausência de ligação rodoviária com Belém. Segundo ele, a dependência do transporte fluvial pode resultar em viagens de até 14 horas.
Também participou do debate o auditor de controle externo do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, Rafael Leão Wanzeler.
Projetos educacionais
As obras escolares estiveram entre os demais temas da programação. O diretor de Gestão, Articulação e Projetos Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Márcio Augusto Roma Buzar, abordou projetos adaptados a comunidades indígenas, quilombolas e rurais.
Buzar também apresentou iniciativas relacionadas à retomada de obras paralisadas. As discussões da tarde destacaram a necessidade de considerar as condições de deslocamento e as características do território desde a etapa de planejamento, para obter estimativas mais adequadas e projetos compatíveis com as comunidades amazônicas.
Fonte: TCE Amazonas.
Foto: Filipe Jazz








