A Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Amazonas (Ejud/TJAM) promoveu, na manhã de quinta-feira (29/10), a palestra “Neurociência é para Todos”. A atividade, realizada em comemoração ao Dia do Servidor Público, tratou de saúde mental, relações humanas e equilíbrio emocional no trabalho e na vida cotidiana.
Participação presencial e virtual
O encontro ocorreu no Auditório Desembargador Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro, no prédio anexo à sede do TJAM, e reuniu o público interno do tribunal. Servidores das comarcas do interior e aqueles que atuam em regime de teletrabalho acompanharam a programação por transmissão ao vivo no canal oficial da Ejud no YouTube.
Na abertura, o desembargador Abraham Peixoto destacou a importância do equilíbrio emocional e do autoconhecimento nas relações interpessoais. Segundo ele, os servidores são responsáveis pelo funcionamento do Tribunal de Justiça. O diretor da Escola Judicial também ressaltou que as diferentes histórias das pessoas que integram a instituição contribuem para o trabalho desenvolvido no Judiciário.
Estratégias para a rotina
O neurocientista André Davim apresentou pesquisas e orientações práticas relacionadas à produtividade, à performance e à preservação da qualidade de vida. A palestra incluiu dados sobre o panorama da saúde mental no Brasil e estratégias para a gestão das emoções e a regulação das respostas do cérebro diante das pressões do dia a dia.
Entre os conteúdos apresentados, Davim detalhou dez ações fundamentadas pela neurociência para o treinamento do cérebro e a melhoria da performance no trabalho e na vida pessoal. As orientações incluíram buscar novas experiências, adotar hábitos alimentares associados à melhora do humor, praticar exercícios físicos regularmente e priorizar um sono reparador.
Também foram abordados aspectos relacionados à organização mental e aos limites nas relações. O palestrante recomendou concentrar-se em uma tarefa por vez, concluir os ciclos de trabalho e aprender a dizer “não”. A definição sobre quando oferecer explicações, responder ou permanecer em silêncio também foi apresentada como parte desse processo.
Durante a abertura, Abraham Peixoto utilizou o encontro dos rios Negro e Amazonas como referência para falar sobre diversidade, respeito, flexibilidade e tolerância nas relações humanas. A iniciativa foi apresentada pelo TJAM como uma homenagem às equipes que mantêm as atividades do Judiciário amazonense.








