Estudantes de Direito da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Faculdade Metropolitana (Fametro), unidade Zona Leste, conheceram, na quarta-feira (07/10), diferentes espaços e atividades do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A visita integrou uma edição do Projeto Portas Abertas, promovido pela Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam).
A programação foi organizada para aproximar os acadêmicos da rotina, da estrutura e do funcionamento da Justiça estadual. Embora o projeto tenha como público prioritário alunos dos três primeiros períodos do curso de Direito, a atividade também contou com estudantes de outras etapas da graduação.
Palestra sobre formação e carreira
O juiz Túlio de Oliveira Dorinho conduziu uma palestra durante a programação. Na exposição, ele relatou experiências de sua trajetória acadêmica e da escolha pela carreira na magistratura, além de compartilhar com os estudantes aspectos de sua vivência profissional.
O magistrado afirmou que a participação no projeto permite a troca de conhecimentos com os futuros profissionais da área. “Foi um prazer, é uma alegria muito grande poder, de alguma forma, contribuir para a formação dos jovens acadêmicos de Direito”, declarou. Segundo ele, a atividade também representa uma oportunidade de aprendizado para quem participa como expositor.
Depois da palestra, os acadêmicos foram ao Plenário Ataliba David Antonio, na sede do TJAM, onde acompanharam explicações dos desembargadores Flávio Pascarelli e Délcio Luís Santos sobre o funcionamento das Câmaras Reunidas. Na sequência, visitaram a Sala das Togas e o gabinete do desembargador Pascarelli.
Visita a setores do Tribunal
O roteiro incluiu ainda uma passagem pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc Cível). Ao término da atividade, os participantes receberam certificados correspondentes a quatro horas complementares de estudos.
Para o desembargador Délcio Luís Santos, a iniciativa contribui para que os estudantes tenham contato direto com o funcionamento do Judiciário amazonense. “Eu fico muito feliz de poder participar, fazer parte desse projeto, o qual permite que conheçam um pouco mais do Poder Judiciário amazonense, do seu funcionamento”, afirmou. Ele também disse considerar a participação uma forma de colaborar com a formação dos futuros profissionais do Direito.
A coordenadora-adjunta do curso de Direito da Fametro Unidade Leste, Aline Inhamuns Paulo, destacou que a presença dos acadêmicos em espaços do Judiciário amplia as possibilidades de contato com a atuação profissional. Para ela, a experiência permite aos alunos compreender que a formação jurídica inclui, além das aulas, a vivência em instituições e ambientes de trabalho.
“Para os nossos acadêmicos, cada porta que se abre no Judiciário é um conjunto de oportunidades que se abre na vida”, disse Aline. Ela também afirmou que a atividade reforça a percepção de pertencimento dos estudantes aos espaços de atuação do Direito.
Relatos de estudantes e professora
A professora doutora Cláudia Ribeiro Pereira Nunes, da Ufam, avaliou que o contato com o Tribunal desde os primeiros períodos pode ajudar os alunos a conhecer a realidade do Judiciário e os caminhos da carreira jurídica. Ela ressaltou especialmente a possibilidade de ouvir um juiz sobre dificuldades, dilemas e preparação para concursos públicos na área.
“Esse projeto conecta os alunos nas suas necessidades e expectativas”, afirmou a professora. Na avaliação dela, a iniciativa também apresenta aos estudantes possibilidades de acesso a cargos e funções jurídicas.
Estudante do oitavo período da Fametro Unidade Leste, Tatiane Amazonas participou pela primeira vez do Projeto Portas Abertas. Ela mencionou a oportunidade de conhecer os desembargadores, as Câmaras Reunidas e aspectos da rotina jurídica.
Também participante da visita, a acadêmica Fernanda Folhadella, da Ufam, disse que a atividade ajudou a relacionar os conteúdos vistos em sala de aula com a prática profissional. Segundo ela, as orientações recebidas durante o encontro contribuíram para sua formação como estudante de Direito.
Fonte: TJAM – Tribunal de Justiça do Amazonas.
Foto: Marcus Philippe Revisão gramatical: Eliza Maria Luchini







